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A ONG Ação Educativa acaba de lançar uma edição atualizada dos “Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola – Antirracismo em Movimento”. A publicação é voltada às escolas que desejam fazer uma autoavaliação sobre as práticas antirracistas adotadas ou não pela instituição. Trata-se de um instrumento por meio da qual a comunidade escolar julga a situação de diferentes aspectos de sua escola, identifica prioridades, estabelece planos de ações, implementa e monitora seus resultados.
Para o diagnóstico, a publicação propõe um conjunto de perguntas que abordam sete dimensões: relacionamento e atitudes racistas; currículo e prática pedagógica; recursos e materiais didáticos; acompanhamento, permanência e sucesso; a atuação dos profissionais de educação; gestão democrática e participação; para além da escola: a relação com o território.
A metodologia desses indicadores – elaborados pela ONG Ação Educativa – permite que qualquer escola possa se autoavaliar, de acordo com a experiência, as condições, o território e a realidade de cada rede de ensino. Essa edição foi desenvolvida com apoio do Projeto SETA, que se une a Unicef, Ministério da Igualdade Racial e Ministério da Educação, parceiros desde a primeira edição.
Com apoio técnico da Faculdade de Educação da USP e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a iniciativa também é uma contribuição para a retomada dos esforços nas políticas públicas comprometidos com a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatória o ensino das histórias e culturas africana e afro-brasileira em toda a educação (pública e privada) e a reeducação das relações étnico-raciais em uma perspectiva antirracista.
Como funcionam os Indicadores de Relações Raciais – Além de questionários voltados à comunidade escolar, a edição atualizada dos “Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola – Antirracismo em Movimento” orienta a realização de plenárias e grupos de trabalho, abordando os desafios para a superação do problema, com propostas para um Plano de Ação Escolar.
Ednéia Gonçalves, coordenadora-executiva adjunta da Ação Educativa, cita uma pesquisa do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (CEDRA), que mostra — a partir do Censo Escolar de 2012 a 2019 – como a formação dos docentes é diferente nas escolas brasileiras. Nas instituições de ensino onde a maioria dos estudantes é formada por negros, em média, apenas 33% dos professores possuíam formação adequada (ensino superior com licenciatura em sua disciplina). Já nas escolas predominantemente brancas, essa média subia para 62% de professores com formação adequada.
“Com certeza a aprendizagem dos estudantes sofrerá o impacto da formação inadequada dos professores com repercussão direta em desigualdade na trajetória escolar de negros e brancos”, diz.
Segundo Ednéia, os indicadores da Ação Educativa são uma metodologia de autoavaliação participativa, que traz para dentro da escola a possibilidade de ela enxergar as especificidades das relações raciais no seu território, contando com a participação de todos e a possibilidade de produzir um plano de ação para resolver seus maiores problemas.
Além da edição atualizada dos “Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola – Antirracismo em Movimento”, a ONG Ação Educativa também é autora de outros instrumentos específicos para níveis de ensino e temáticas: Indicadores da Qualidade na Educação – Ensino Fundamental; Indicadores da Qualidade na Educação – Educação Infantil; e Indicadores da Qualidade na Educação – Educação Médio. Houve também a publicação em 2013 dos Indicadores da Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola, que agora foi atualizada com a nova versão Antirracismo em Movimento.
Essa nova edição também inclui materiais de apoio, como vídeos sobre a participação da comunidade escolar na luta contra o racismo, vídeo sobre as relações raciais Brasil e África do Sul e dez cartazes de Afro-brasilidades.
Para Ana Paula Brandão, gestora do Projeto SETA e diretora programática na ActionAid, os INDIQUEs são uma ferramenta comprovadamente bem-sucedida, de autoavaliação da qualidade na educação. “O grande diferencial é que foram construídos de forma participativa, com a contribuição de várias instituições, educadores, professores e especialistas na temática”.
No prefácio da publicação, Anielle Franco, ministra de Estado da Igualdade Racial, também declarou o apoio do órgão à iniciativa: “O Ministério da Igualdade Racial, apoiando-se no importante legado deixado pela Seppir e na missão de fomentar modelos de ensino antirracistas e voltados à promoção da igualdade, considera fundamental valorizar e disseminar a publicação revisada. Apoiaremos, também, a difusão da publicação entre os municípios que aderirem ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), de modo a fortalecer o pacto federativo em ações educacionais de promoção da igualdade racial.”
(Agência Pauta Social)
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