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Falar sobre o trabalho de influenciadores no debate público é fundamental para garantir a qualidade das informações em circulação. Consequentemente, essa lógica para evitar que a desordem informacional venha à tona.
Para se ter uma ideia, segundo o estudo Building Better Connections: Using Influencers to Grow Your Brand, da Nielsen, o Brasil era, em 2022, o segundo país com mais influenciadoras e influenciadores em atuação. Somente no Instagram, o país contava à época com mais de 10.5 milhões de pessoas com esse perfil divulgando conteúdos de marcas.
Esse cenário, como é de se imaginar, mostra que o trabalho de influenciadores requer controle periódico. Nesse sentido, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) disponibiliza o Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais. O material apresenta orientações para a aplicação das regras que compõem o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária a conteúdos comerciais em redes sociais.
Assim sendo, influenciadoras e influenciadores têm obrigação de identificar conteúdos nos quais divulgam marcas e produtos como conteúdo publicitário. Todavia, profissionais com esse perfil passaram também, em particular nos últimos anos, a “vender” ideias – ou seja, a fazer propagandas de causas. Um exemplo é o engajamento delas(es) em ações como a campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para adolescentes tirarem o título eleitoral.
Todavia, ao mesmo tempo em que influenciadoras e influenciadores podem atuar na divulgação e conscientização de causas humanitárias, há o risco de se propagar mensagens de teor financeiramente lesivo ou que fomentem a desordem informacional. Logo, a regulação do trabalho de profissionais com esse perfil requer incidência sobre novas áreas.
De acordo com Patrícia Blanco, presidente executiva do Instituto Palavra Aberta, o trabalho de influenciadores relaciona-se diretamente com a educação midiática. A educação midiática, desse modo, trata-se de um “conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos”.
“Qual é a responsabilidade desse influenciador quando, por exemplo, passa a fazer uma publicidade em relação a apostas de jogos? Da mesma forma, qual é a responsabilidade dele ao dizer que é antivax? Existe hoje a necessidade de formarmos primeiro uma geração de influenciadores que saibam e entendam da sua responsabilidade quando falam sobre qualquer coisa. E, por outro lado, para que o público passe a saber interpretar corretamente o que o influenciador fala”, ressalta.
Se falar sobre a regulação do trabalho de influenciadores é obrigatório, a mesma lógica vale para estratégias para tornar conteúdos de caráter civilizatório, inclusive por meio da comunicação de causas, mais efetivos. Para M.M. Izidoro, autor e estrategista narrativo, essa lógica foge da dinâmica de apontar erros. “É o que gosto de chamar de militância afetiva: de narrativa, história e fazer você se importar com outra pessoa, outra família, outra comunidade e outra causa.”
Dentro dessa lógica, M.M. Izidoro aponta para uma premissa fundamental: adotar perspectiva comunicacional humanizada. “Às vezes, sinto que as causas querem estar corretas e falar o que é certo e da maneira como tem de ser. Isso em vez de deixar a pessoa chegar a essa conclusão. Funcionará mais se a pessoa tiver uma jornada contigo.”
Nesse sentido, o influenciador digital Ivan Baron, cujo foco está na luta anticapacitista, fala de seu trabalho para sensibilizar a audiência sobre o tema e demais aspectos direta ou indiretamente correlatos.
“Não quero hierarquizar pautas sociais – muito pelo contrário -, até porque o capacitismo também é interseccional e está aliado ao racismo e à misoginia. Quero dar luz para mais pessoas poderem abordar sobre o assunto. O primeiro passo é ter noção sobre o capacitismo para, após isso, poder combatê-lo e para cada um saber do seu espaço nessa luta e saber do seu local”, finaliza Baron.
Fonte: Fundação Tide Setubal
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