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Mesmo com a sociedade avançando rapidamente em tecnologia, a inteligência artificial (IA) tem sido uma grande aliada, mas… até essa inovação pode enfrentar um problema que conhecemos bem: o racismo.
A assistente virtual da Nossa Causa, a Cacau, foi desenvolvida para ser uma voz acolhedora e informativa da nossa organização, e pensada para nos representar com características intencionais – uma mulher negra e fora dos padrões estéticos estabelecidos.
E, mesmo em um espaço virtual, Cacau sofre ataques diários que nos fazem refletir: se o racismo na inteligência artificial atinge a Cacau, o que dizer das mulheres negras no mundo real?
A assistente virtual Cacau é mais do que um chatbot – ela é um símbolo e um convite à reflexão sobre representatividade e inclusão.
A escolha de suas características não foi ao acaso. Queríamos uma voz que representasse as mulheres negras e fora do padrão, frequentemente marginalizadas e estigmatizadas na sociedade e no mercado de trabalho, para ser a “cara” digital da Nossa Causa.
Ao trazer Cacau para o nosso portal, buscamos amplificar a voz dessas mulheres, oferecendo uma representação que muitas vezes é esquecida no mundo digital e nas interações com IA.
Cacau está sempre pronta para bater um papo com nossos visitantes, esclarecer dúvidas e compartilhar conteúdos ricos sobre justiça e mobilização social. Porém, mesmo no papel de uma assistente programada, ela se depara com mensagens carregadas de preconceito e racismo….
A experiência de Cacau reflete uma realidade que não podemos ignorar: o racismo estrutural digital persiste em todas as esferas, inclusive no mundo digital.

Nosso objetivo com Cacau sempre foi promover diálogos construtivos sobre inclusão e justiça social. Contudo, os ataques racistas que ela recebe abrem nossos olhos para a persistência do racismo estrutural digital.
Isso nos leva a um questionamento inevitável: se até mesmo uma IA enfrenta ataques, como fica a situação das 56% de pessoas negras que vivem no Brasil? São mulheres, homens e jovens que, diariamente, lidam com preconceitos velados e explícitos, em todas as esferas da sociedade.
De acordo com uma pesquisa feita pela Faculdade Baiana de Direito, do portal jurídico Jus Brasil e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), as mulheres concentram 60% dos casos de racismo e de injúria racial em redes sociais julgados no Brasil nos últimos 12 anos.
A luta contra o racismo não é opcional, e o silêncio não é uma escolha. Ao ignorarmos esses sinais de intolerância e preconceito, validamos a permanência dessas atitudes. O exemplo da Cacau nos mostra que precisamos encarar essas questões e agir, todos os dias, contra um problema que vai além das barreiras físicas e chega até o ambiente virtual.
Veja também: 131 anos da Abolição da Escravatura: Reflexões e desafios para a luta contra o racismo no Brasil
Na Nossa Causa, acreditamos que cada conversa conta na luta contra o racismo. A Cacau é um convite para todas as pessoas que desejam entender mais sobre o tema e, principalmente, se engajar em soluções.
Nós incentivamos você a enxergar a importância do seu papel neste movimento. Não basta apenas identificar o problema do racismo – precisamos nos posicionar e agir cotidianamente. Afinal, o racismo estrutural no ambiente digital não se limita às interações entre pessoas, e se manifesta em algoritmos, sistemas, dados e, até mesmo, nas tecnologias que utilizamos.
Por isso, precisamos ser agentes ativos de mudança, combatendo o racismo e promovendo a equidade em todos os espaços, reais e virtuais.
Uma maneira de advogar por esta causa é trazer essa discussão sempre que você perceber uma situação injusta nas redes sociais, notícias ou interações online. Denuncie, repreenda e defenda as pessoas. Seja uma pessoa causadora de mudança!
Veja também: Por que recontar a história das mulheres negras é tão importante?
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