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A Frente Parlamentar Ambientalista e o FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento) realizaram, no dia 26 de fevereiro, o evento “Adaptação e Justiça Socioambiental no Contexto da Emergência Climática e da COP30”, na Câmara dos Deputados. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de adaptação e financiamento climático voltadas para comunidades vulneráveis.
Com a COP30 prevista para ocorrer no Brasil, o evento buscou ampliar o diálogo sobre políticas públicas que assegurem equidade e justiça socioambiental. Entre os painelistas estiveram Ana Toni (MMA), Marina Marçal (Waverley Street Foundation), Selma Dealdina Mbaye (CONAQ), Natalie Unterstell (Instituto Talanoa) e Cristina Orpheo (Fundo Casa Socioambiental). O debate serve como um ponto de partida para mobilização e incidência política rumo à COP30. Parlamentares e especialistas ressaltaram a importância da participação da sociedade civil na formulação das políticas de adaptação e justiça climática.
Uma das principais discussões do evento girou em torno do modelo de financiamento climático. Cristina Orpheo, diretora executiva do Fundo Casa Socioambiental, destacou a importância de uma abordagem descentralizada para garantir que os recursos cheguem efetivamente às comunidades mais impactadas pelos efeitos das mudanças climáticas.
“Os modelos tradicionais de financiamento ignoram o conhecimento local e favorecem grandes projetos de infraestrutura, deixando de fora as comunidades que já desenvolvem soluções sustentáveis e adaptativas”, afirmou Cristina. Segundo ela, o Fundo Casa representa um modelo mais inclusivo, permitindo que comunidades vulneráveis tenham autonomia na aplicação dos recursos.
Ana Toni, secretária nacional de Mudança do Clima do MMA, ressaltou a necessidade de um compromisso global mais robusto com a adaptação climática, enfatizando que os países desenvolvidos devem contribuir financeiramente para reduzir os impactos climáticos nas nações do Sul Global.
“A COP30 precisa consolidar a adaptação climática como prioridade no financiamento internacional. Atualmente, enfrentamos um déficit de centenas de bilhões de dólares nessa agenda, enquanto os impactos climáticos se agravam, afetando principalmente populações periféricas e comunidades tradicionais”, pontuou Ana.
Selma Dealdina Mbaye, da CONAQ, trouxe a perspectiva das comunidades quilombolas, reforçando que a adaptação climática deve ser conduzida com a participação ativa dessas populações. “As comunidades tradicionais já vivem a emergência climática no dia a dia. Para nós, adaptação não é uma escolha, é uma necessidade. Precisamos de políticas que respeitem nosso conhecimento e garantam recursos acessíveis”, afirmou Mbaye.
Por fim, Cristina Orpheo pontuou a importância de pensar estrategicamente para que os recursos do financiamento climático possam chegar aos territórios. Ela destacou que, como encaminhamento após o encontro, espera-se que, nos processos de credenciamento dos fundos da convenção, como o Fundo Verde para o Clima e o Fundo de Adaptação, sejam criados mecanismos que garantam que o dinheiro verdadeiramente chegue na ponta e beneficie quem realmente precisa.
(Assessoria de Imprensa)
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