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Começou ontem, terça-feira (25), com outro encontro previsto para hoje (26), a reunião dos 11 países do Brics que irão debater temas como o financiamento de países ricos no combate às mudanças climáticas. Um documento da CLIMÁTICA Consultancy, em parceria com o Fundo Casa Socioambiental, aponta que apenas 12% do financiamento climático global chega a países do Sul Global, apesar de serem os mais afetados pelos eventos extremos. No entanto, enquanto os investimentos globais em mitigação climática somam US$1,2 trilhão por ano, os recursos destinados à adaptação são significativamente menores – apenas US$21,3 bilhões em 2021, uma queda de 15% em relação ao ano anterior.
Diante desse cenário, o relatório destaca que a filantropia comunitária tem se mostrado uma alternativa eficaz para garantir que os recursos cheguem diretamente às comunidades que já desenvolvem soluções locais para lidar com os impactos climáticos. O Fundo Casa Socioambiental, por exemplo, destinou R$55,2 milhões (US$10,8 milhões) para 434 projetos em 2023, sendo 60% dos recursos voltados para povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e comunidades extrativistas.
O estudo sugere uma série de recomendações para tornar o financiamento climático mais democrático e eficiente:
Aumentar os recursos para adaptação no Sul Global, equilibrando os investimentos entre mitigação e adaptação.
Simplificar os processos de acesso a fundos, reduzindo a burocracia para organizações locais.
Ampliar a participação das comunidades na definição de estratégias e alocação de recursos.
Valorizar o conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades locais na criação de soluções climáticas.
Criar mecanismos de resposta rápida para desastres ambientais, garantindo suporte imediato às comunidades afetadas.
Sobre o Fundo Casa Socioambiental
Desde 2005, o Fundo Casa Socioambiental já apoiou mais de 4.000 projetos em 10 países da América do Sul, com foco em justiça climática, proteção ambiental e fortalecimento de comunidades tradicionais. Sua atuação visa descentralizar o financiamento climático e garantir que os recursos cheguem diretamente às populações mais vulneráveis, promovendo soluções locais e eficazes para os desafios impostos pelas mudanças do clima.
(Assessoria de Imprensa)
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