

As colônias de gatos de vida livre – aqueles sem tutores e que vivem em ambientes externos – passaram a ser acompanhadas mais de perto e estão recebendo um trabalho específico feito pela Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba em parceria com a Organização da Sociedade Civil Crazy Cat Gang. Os serviços são complementares às ações da Rede de Proteção e incluem a identificação das colônias dos gatos chamados de asselvajados, a captura desses animais, a castração com técnica específica e a soltura após de castrados.
O termo de parceria para o trabalho foi firmado em agosto do ano passado pela Prefeitura e a organização. A intenção é cuidar da saúde e do bem-estar animal dos gatos de vida livre.
Segundo o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, a parceria está dando bons resultados. Muitas dessas colônias de gatos ferais (asselvajados, que não tiveram contato com seres humanos quando eram filhotes) se estabelecem em áreas públicas da cidade e em áreas verdes e acabam, por vezes, sendo predadores da fauna local. Esses gatos selvagens também acabam vivendo inadequadamente e passando por situações de maus-tratos.
“Esse é um modelo novo que o município está trabalhando, uma forma de rede de proteção animal envolvendo a participação das ONGs. Já estamos indo para o quarto mês de execução deste projeto com mais de 130 gatos atendidos”, diz Evaristo.
O trabalho feito pela ONG envolve o monitoramento e o levantamento de onde existem as colônias de gatos ferais. “Muitos são gatos que, em algum momento, foram abandonados e se estabeleceram em determinadas regiões, vivem ali de uma forma asselvajada. A captura desses gatos é feita com uma ferramenta adequada, preconizando os princípios de bem-estar animal, para possibilitar a castração e, assim, a interrupção do nascimento de novas ninhadas”, explicou Evaristo.
A cirurgia de castração específica para esses gatos permite uma recuperação mais rápida. “Esse trabalho é uma forma de complementar as ações que o município já desenvolve, como os mutirões de castração gratuita e as ações clínicas nos bairros”, concluiu Evaristo.
A captura desses gatos ferais é feita com arapucas pelos voluntários da Crazy Cat Gang. Os gatos de vida livre também são uma questão de saúde pública, pois podem passar doenças para outros gatos e seres humanos, como a esporotricose.
De acordo com a coordenadora do setor de Capturas da Crazy Cats Gang, Raquel D. de Oliveira, a parte mais difícil é conseguir pegar os gatos, que são muito ariscos.
De setembro de 2024 a janeiro de 2025, foram capturados e castrados 132 gatos de vida livre. “Também foram capturados filhotes. Estes, ainda sem peso para castrar e que se tornam parte do resgate, são encaminhados para adoção responsável, com a castração agendada”, disse Raquel.
Pelo site da Crazy Cats Gang é possível aprender dicas de como socializar gatinhos assustados. A ONG é formada majoritariamente por mulheres e busca instruir a sociedade em relação ao abandono, cuidados com os felinos e o bem-estar animal. Também é possível acompanhar e se tornar um voluntário da ONG seguindo @crazycatgang no Instagram.
Fonte: Prefeitura de Curitiba
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