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“Dado não é só número. Ele conta uma história.” A frase do CEO da 3i Dados e Impacto, durante sua palestra no FIFE 2025, resumiu o tom da apresentação dedicada a mostrar como a inteligência de dados pode fortalecer o trabalho das organizações sociais. Com base em sua experiência na mensuração de impacto socioambiental, o especialista destacou a importância de democratizar o acesso às ferramentas de análise e tornar os dados parte da cultura institucional. Para ele, mesmo quem não domina o Excel pode começar a tomar decisões mais embasadas.
Um dos focos da apresentação foi a visualização de dados. Ao demonstrar como mudanças simples em gráficos — como o uso de cores estratégicas, títulos informativos e escolha do tipo adequado de visual — tornam as informações mais acessíveis, ele defendeu que comunicar com dados é também uma forma de narrativa. “Gráficos de barras funcionam melhor do que os de pizza quando precisamos mostrar comparações claras”, exemplificou.
Além de apresentar caminhos práticos, o CEO apontou tendências como o uso de inteligência artificial para análise preditiva. Segundo ele, algumas plataformas já usam algoritmos para prever o comportamento de doadores, aumentando as chances de captação de recursos em até 30%. A adoção dessa tecnologia, no entanto, exige que as organizações invistam na qualificação de suas bases e na estruturação dos dados.
A segurança da informação também ganhou destaque. Questões como privacidade, armazenamento e uso ético dos dados foram tratadas como centrais para que o Terceiro Setor avance com responsabilidade. O palestrante defendeu que as organizações desenvolvam políticas claras e capacitem suas equipes, inclusive voluntárias, sobre o tema. “Sem governança, dados viram risco. Com governança, viram oportunidade de impacto”, disse.
O recado final foi direto: a gestão baseada em dados não precisa começar com grandes plataformas nem com especialistas. O primeiro passo pode estar em criar rotinas simples — como reuniões periódicas com base em dashboards — para acompanhar indicadores e tomar decisões mais assertivas. “Mais do que tecnologia, o que as organizações precisam é de uma cultura que valorize a informação como ferramenta de transformação”, concluiu.
(Redação Nota Social)
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