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A leitura acessível tem se consolidado como uma ferramenta de inclusão social, cultural e profissional para milhões de brasileiros com deficiência. Iniciativas que promovem a participação ativa dessas pessoas na criação e produção de obras literárias têm ganhado destaque, como os livros Joca e Dado, Simbora, tá na hora e Vamos montar uma banda, todos voltados ao público infantil.
O livro Joca e Dado, de Henri Zylberstajn, fundador do Instituto Serendipidade, já ultrapassou 174 mil exemplares impressos e está em sua terceira edição. A obra traz como diferencial a participação de seis ilustradores com deficiência intelectual, como síndrome de Down, autismo e paralisia cerebral. Produzida pelo Estúdio QUE e distribuída pelo Clube Leiturinha, a obra também foi doada a escolas estaduais e municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro e chegou a ser contada em uma escola pública com narração feita por uma pessoa com síndrome de Down, em parceria com a Disney.
“Esses recursos não apenas ampliam o acesso ao conteúdo literário, como também promovem o convívio inclusivo desde a infância, quebrando vieses inconscientes de forma lúdica”, afirma Zylberstajn.
A valorização da diversidade também é central em outros dois títulos lançados pelo Instituto Simbora Gente em parceria com a Leiturinha. Simbora, tá na hora e Vamos montar uma banda foram roteirizados por autodefensores — pessoas com deficiência intelectual que atuam em defesa de seus direitos. A experiência de escrita e ilustração teve forte impacto no desenvolvimento dos autores.
“Antes eu não era muito de falar, mas agora eu consigo me comunicar bastante com meus amigos — e essa participação no livro foi muito importante pro meu desenvolvimento, para conhecer palavras novas”, conta Letícia Shine, uma das autodefensoras envolvidas no projeto.
A coordenadora educacional do Instituto Simbora Gente, Fabiana Duarte, destaca o impacto educativo das obras. “Além de promover a inclusão e dar visibilidade aos autodefensores, os livros se tornaram recursos educacionais importantes que já chegaram a diversas escolas”, explica.
As três obras fazem parte de uma estratégia da Editora Leiturinha para fomentar a diversidade e oferecer representatividade no universo literário. “Dar protagonismo a pessoas com deficiência na literatura infantil enriquece as histórias, contribui para a quebra de estereótipos e fortalece a identidade de crianças com deficiência”, afirma Juliana Tomasello, do time editorial da Leiturinha.
Apesar dos avanços, os desafios permanecem. A ampliação do acesso à leitura para pessoas com deficiência ainda depende de investimentos em políticas públicas, tecnologias assistivas, formação de profissionais e maior engajamento social.
“Mais do que recursos, precisamos de uma mudança cultural. É essencial que editoras, escolas, bibliotecas e famílias se comprometam com uma cultura inclusiva, que reconheça o direito à leitura como direito de todos”, completa Zylberstajn.
(Redação ONG News)
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