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A primeira tarde do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE), que ocorre em Curitiba até 11 de abril, foi marcada por discussões práticas sobre como fortalecer o financiamento de projetos sociais. Em duas palestras concorridas, Michel Freller e Danilo Jungers defenderam o planejamento como base para a captação de recursos, além de apresentarem estratégias acessíveis a organizações de todos os portes.
Michel Freller, que dirige a Criando Consultoria, abriu sua fala com um alerta: sem planejamento sólido, a captação se torna frágil. “Um plano bem elaborado ajuda a explicitar a identidade da organização, suas metas e o público que pretende atingir”, afirmou. Ele ressaltou a importância de detalhar diretrizes, ações e formas de monitoramento, para alinhar toda a equipe aos objetivos institucionais.
Freller também abordou a necessidade de diversificar fontes de financiamento. Segundo ele, organizações que dependem de uma única origem de verba correm riscos desnecessários. “O ideal é distribuir os recursos: uma parte vinda do governo, outra de igrejas, de eventos, de venda de produtos e serviços, além de doações individuais. Isso aumenta a estabilidade e a sustentabilidade das ações”, explicou.
Na mesma linha, Danilo Jungers, vice-presidente do Conselho Deliberativo da ABCR, compartilhou ideias de baixo custo para organizações que ainda não contam com equipe dedicada à captação. Cofrinhos, programas de arredondamento de troco, parcerias com empresas e eventos com voluntariado foram algumas das soluções sugeridas. “São ações simples, mas que funcionam bem quando implementadas com criatividade e constância”, disse.
Jungers reforçou ainda a importância do vínculo com os doadores. Para ele, a prestação de contas deve ser tratada como obrigação ética e estratégica. “É comum ver organizações que não informam o destino das doações. Isso mina a confiança”, criticou. Ele também destacou gestos de cuidado como forma de fidelização, como antecipar-se ao aniversário de um doador. “Se você parabeniza um dia antes, transmite atenção genuína”, exemplificou.
Ao encerrar sua fala, Jungers defendeu que o pedido de renovação de apoio financeiro deve vir sempre acompanhado de resultados concretos. “Mostre o que foi feito no último ano antes de pedir uma nova contribuição. Essa postura valoriza o doador e reforça o compromisso com a transformação social.”
(Redação Nota Social)
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