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Todos os anos, o mês de maio se transforma em um grande movimento nacional em defesa das crianças e adolescentes brasileiros. A campanha Maio Laranja mobiliza escolas, famílias, organizações da sociedade civil (OSCs) e o poder público em torno de uma pauta urgente e necessária: combater o abuso e a exploração sexual infantil.
O 18 de maio, data central da campanha, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000. A data homenageia Araceli Cabrera Crespo, uma menina de apenas 8 anos, brutalmente assassinada após ser vítima de violência sexual em 1973, em Vitória (ES). Seu caso permanece impune. Mas seu nome se transformou em símbolo de resistência e mobilização.
A VIOLÊNCIA EM NÚMEROS
Hoje, no Brasil, uma em cada cinco crianças com menos de 12 anos é vítima de abuso sexual, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Unicef e do Ministério dos Direitos Humanos. Somente em 2024, o Governo Federal registrou 274.999 denúncias de violência contra crianças e adolescentes, que apontaram para mais de 1,6 milhão de violações de direitos.
Esses registros foram feitos por meio dos canais oficiais como o Disque 100, Ligue 180 e o aplicativo Direitos Humanos Brasil (DH Brasil). É importante destacar que esse número não inclui as denúncias feitas diretamente à Polícia Militar (190), Polícia Civil (197) ou ao Disque-Denúncia (181), o que indica uma possível subnotificação ainda maior. Em cerca de 80% dos casos, o agressor é alguém próximo da vítima, seja um familiar, vizinho ou conhecido da criança.
Nesse contexto, Organizações da Sociedade Civil têm intensificado suas ações para apoiar crianças e adolescentes e prevenir a violência sexual. Essas instituições oferecem atendimento psicológico e jurídico, colaboram na formulação de políticas públicas, criam redes de apoio e divulgam informações fundamentais para proteger famílias.
CONHEÇA ONGs QUE ATUAM EM TODO O PAÍS:
Aldeias Infantis SOS: Apoia crianças, adolescentes e jovens que se encontram em vulnerabilidade, impulsionando seu desenvolvimento e autonomia em um ambiente familiar e comunitário protetor.
CEDECA: Centro de Defesa da Criança e do Adolescente – Oferece atendimento jurídico e psicológico, e atua na incidência política por direitos das crianças e dos adolescentes.
ChildFund Brasil: Atua em comunidades vulneráveis, com foco na prevenção e fortalecimento comunitário.
ECPAT Brasil: É parte de uma rede internacional que combate a exploração sexual comercial infantil.
Fundação Abrinq: Atua na formulação de políticas públicas e no fortalecimento das redes de proteção.
Instituto Alana: Trabalha pela garantia de direitos das crianças, com foco em proteção integral, educação e mobilização social.
Instituto Liberta: Atua exclusivamente no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, com campanhas de alcance nacional.
Plan International Brasil: Defende a igualdade de gênero e o enfrentamento da violência sexual e do casamento infantil.
Terra dos Homens: Promove a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes com direitos violados ou em vias de sofrer a violação, investindo na valorização e no fortalecimento de suas famílias e comunidades.
Visão Mundial Brasil: Desenvolve projetos que priorizam a proteção e o bem-estar da infância.
A luta contra o abuso sexual infantil começa com a vigilância atenta, o diálogo em casa e uma educação sexual adequada. Suspeitou de algo? Denuncie. Disque 100.
Para saber mais sobre o Maio Laranja, acesse o Instagram da campanha.
(Redação ONG News)
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