Aldeias Infantis SOS mobiliza ajuda a famílias na Venezuela


*Por Roberto Ravagnani
O voluntariado é essencial para comunidades religiosas de todos os credos, sendo a base para ações de acolhimento, caridade e transformação social. Em igrejas cristãs, mesquitas, sinagogas, centros ou terreiros, voluntários organizam eventos, apoiam pessoas em vulnerabilidade e mantêm atividades espirituais, refletindo valores como amor ao próximo, preceito que une todas as religiões. Para que essas iniciativas sejam sustentáveis, é crucial que as instituições estejam legalizadas e gerenciem seus voluntários de forma eficiente.
O voluntariado nas igrejas une fé e prática. Cristãos organizam grupos de apoio e eventos beneficentes; muçulmanos distribuem alimentos no Ramadã; judeus praticam a tsedaká(caridade); centros incentivam o apoio ao próximo e terreiros de candomblé e umbanda mobilizam membros para manter tradições. Além do impacto espiritual, essas ações atendem populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua ou famílias em crise, especialmente durante eventos como a pandemia, quando igrejas intensificaram a distribuição de alimentos e suporte emocional.
A legalização é fundamental para proteger a instituição e seus voluntários. No Brasil, a Lei do Voluntariado (Lei nº 9.608/1998) exige um Termo de Adesão para formalizar o trabalho voluntário, evitando confusões com vínculos empregatícios. Igrejas legalizadas, com CNPJ e estatuto, garantem segurança jurídica, transparência e credibilidade, facilitando parcerias com ONGs e acesso a recursos públicos.
Uma gestão eficiente começa com clareza nas funções de cada voluntário, evitando sobrecarga e conflitos. Treinamentos capacitam os voluntários para tarefas específicas, como cuidar de crianças ou idosos. Reconhecer o trabalho com agradecimentos ou eventos fortalece o engajamento. Um coordenador profissional dedicado pode monitorar atividades, identificar necessidades e resolver problemas rapidamente.
Igrejas legalizadas e com boa gestão de voluntários amplificam seu impacto. Ações organizadas beneficiam mais pessoas, voluntários se sentem valorizados e a instituição ganha confiança da comunidade. Exemplos incluem parcerias com ONGs e governos em crises, possíveis apenas com uma base sólida de legalidade, profissionalismo e organização.
O voluntariado nas igrejas é uma força poderosa que une espiritualidade e ação social. Para maximizar seu impacto, as instituições devem estar legalizadas e gerir seus voluntários com profissionalismo. Assim, honram seus valores, protegem seus membros e constroem um legado positivo na sociedade.
*Roberto Ravagnani – Construtor de “pontes”. Palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), Consultor, ESG, Voluntariado, Sustentabilidade.
Aldeias Infantis SOS mobiliza ajuda a famílias na Venezuela
Fundação Florestal promove programação de férias em 35 áreas de SP
Instituto KondZilla promove aulão sobre comunicação em Santos
Pesquisa mapeia salários no terceiro setor no Brasil

11 3251-4482
redacao@ongnews.com.br
Rua Manoel da Nóbrega, 354 – cj.32
Bela Vista | São Paulo–SP | CEP 04001-001