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No último sábado (16/08), um incêndio atingiu a Comunidade Estância Jaraguá, na zona noroeste de São Paulo, alcançando parte do território do Quilombo da Parada, espaço de referência em educação, arte e preservação ambiental. As chamas se espalharam rapidamente, colocando em risco a vida dos moradores, residências e a Escola de Artes e Educação Ambiental fundada em 2009.
A tragédia só não foi maior graças à mobilização imediata da comunidade. Crianças, adolescentes e mulheres formaram uma linha de contenção com baldes de água até a chegada do Corpo de Bombeiros, que destacou a coragem e rapidez da resposta coletiva como decisivas para evitar a destruição total.
“Não vamos deixar o fogo apagar nossos sonhos. Seguimos resistindo, porque este território é nosso coração vivo da Mata Atlântica”, afirma Juliana Ignácio Balduino, fundadora do Instituto Esperança Garcia, responsável pela gestão do espaço.
Há 16 anos, o Quilombo da Parada atua como centro comunitário e educativo, oferecendo gratuitamente projetos de arte, cultura, educação ambiental e memória ancestral. Mais de 15 mil pessoas já foram impactadas pelas ações, que vão do reflorestamento à literatura, passando por oficinas artísticas e intercâmbios internacionais.
O espaço abriga a Afroteca Comunitária Susana de Paula, referência em literatura afro-brasileira e periférica, e já foi palco de conquistas históricas, como a instalação da rede de água e esgoto na comunidade. Também recebeu visitas marcantes, como a do rei de Angola em 2023, reafirmando os laços com a ancestralidade africana.
Para transformar a dor em vida, a comunidade convoca parceiras/os, instituições e voluntários/as para a Ação de Cura da Mata, no próximo dia 6 de setembro. O mutirão reunirá plantio de árvores, reconstrução coletiva e atividades culturais, reafirmando o compromisso com a floresta e as novas gerações.
São bem-vindas colaborações em diversas frentes: doação de mudas e equipamentos, apoio logístico e alimentar, participação de especialistas em meio ambiente e contribuições financeiras.
“Esse é um chamado de vida. Queremos que nossas crianças sigam seguras, brincando, aprendendo e florescendo nesse território. Quem vem com a gente abraçar a Mata e curar o que pulsa vivo?” completa Balduino.
(Assessoria de Imprensa)
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