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A reforma do cadastro de organizações não governamentais promovida pelo Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel vai obrigar 37 ONGs humanitárias a encerrar suas atividades na Faixa de Gaza e nos territórios ocupados. As entidades perderão suas licenças a partir de 1º de janeiro de 2026 e deverão cessar as operações até março, segundo anúncio do governo israelense feito em 30 de dezembro. A informação foi publicada pelo portal El Salto em 31 de dezembro de 2025.
Entre as organizações afetadas está Médicos Sem Fronteiras (MSF), responsável por atender um em cada cinco leitos hospitalares em Gaza. De acordo com a Associated Press, a decisão representa a exclusão de cerca de 15% das ONGs humanitárias que atuam atualmente no território palestino.
A reforma da regulamentação, iniciada em março de 2025, passou a exigir que ONGs internacionais fornecessem dados pessoais de todos os seus funcionários que atuam em Gaza. O ministro dos Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, afirma que as entidades atingidas “exploram estruturas humanitárias para fins terroristas”, sem apresentar provas públicas das acusações.
Além da MSF, a lista de organizações que terão as licenças revogadas inclui Oxfam, Conselho Norueguês para Refugiados, Defense for Children International e o Comitê Internacional de Resgate, segundo o jornal israelense Haaretz. Já a emissora Al Jazeera aponta que Caritas e Action Against Hunger também constam entre as ONGs proibidas.
Em nota, Médicos Sem Fronteiras afirma que está sendo alvo de perseguição sem base factual, em um contexto no qual Gaza “precisa de mais atenção médica, não de menos”. A organização alerta que sua saída teria impacto direto sobre centenas de milhares de pessoas. Somente em 2025, a MSF realizou cerca de 800 mil consultas médicas no território, tratou mais de 100 mil feridos, realizou mais de 22 mil cirurgias e auxiliou no parto de mais de 10 mil bebês.
A medida ocorre em meio a um cenário mais amplo de restrições ao trabalho humanitário. A repressão a ONGs independentes soma-se à criminalização da UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, também acusada sem provas de vínculos com o Hamas. Desde 7 de outubro de 2023, mais de 500 trabalhadores humanitários foram mortos em Gaza, segundo organizações internacionais que monitoram o conflito.
(Redação ONG News)
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