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Nesta quinta-feira, 16, o projeto SETA realiza o encontro “Educação Antirracista na Agenda da Reparação: Diálogos Transatlânticos”, como evento paralelo ao Fórum Permanente da ONU sobre Pessoas Afrodescendentes. A atividade acontece na sala XI da sede das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, às 9h no horário local – o que corresponde às 14h no horário de Brasília. A iniciativa integra a agenda internacional voltada à promoção dos direitos da população afrodescendente.
O debate reúne nomes que atuam diretamente na promoção da equidade racial em diferentes contextos e territórios, fortalecendo a troca de experiências entre países. Participam Maria Corrêa, especialista em articulação do Projeto SETA; Edneia Gonçalves, coordenadora executiva da Ação Educativa; Zama Mthunzi; e Manuela Thamani, fundadora e diretora executiva do Observatório da Branquitude. A mediação será feita por Ana Paula Brandão, gestora do Projeto SETA e diretora programática da ActionAid.
A proposta do encontro é fortalecer o diálogo entre países do Sul Global, com foco no papel estratégico da educação antirracista dentro da agenda internacional de reparação histórica. A iniciativa busca contribuir para a construção de caminhos comuns, considerando diferentes realidades e contextos, mas conectados por desafios estruturais semelhantes. O intercâmbio de experiências é apontado como um dos principais pilares desse processo.
Presente em Genebra, Edneia Gonçalves destaca a relevância política do espaço dentro da ONU e a centralidade do tema nesta edição do Fórum. “Esse é um fórum fundamental porque coloca no centro do debate a ampliação dos direitos humanos da população afrodescendente, especialmente neste momento da segunda Década Internacional. É um espaço de construção coletiva, onde diferentes países compartilham caminhos e desafios comuns”, afirma, ao ressaltar a importância do encontro para o avanço da agenda global.
Ela também chama atenção para a conexão entre essas discussões internacionais e os avanços construídos no Brasil ao longo das últimas décadas. “Participar deste evento é estratégico para o Brasil, porque muitos dos avanços que tivemos, como as políticas de ação afirmativa, dialogam diretamente com compromissos internacionais assumidos nesses espaços. Estar aqui é reafirmar esse percurso e fortalecer a agenda de reparação”, completa, destacando o papel do país nesse debate.
O encontro integra a programação paralela do Fórum e busca contribuir com reflexões e propostas concretas para o enfrentamento do racismo estrutural. A partir de uma perspectiva transatlântica, a atividade reforça a importância de articulações internacionais para o avanço de políticas públicas e iniciativas que promovam justiça racial. A expectativa é de que os diálogos resultem em novas conexões e estratégias conjuntas.
(Assessoria de Imprensa)
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