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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou, nesta sexta-feira (15), o edital de concessão dos serviços de apoio à visitação no Passeio do Macuco, um dos principais atrativos turísticos do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. O projeto prevê investimentos de R$ 85 milhões ao longo de 15 anos, com foco na modernização da infraestrutura, ampliação da acessibilidade e fortalecimento das ações de conservação ambiental.
A concessão é realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o Ministério do Turismo e o Instituto Semeia. O projeto também contou com suporte técnico do Consórcio Parques Brasileiros.
Atualmente operado por meio de contrato de concessão, o Passeio do Macuco deverá passar por uma nova contratação devido ao encerramento da vigência do contrato atual. O objetivo, segundo o ICMBio, é garantir a continuidade dos serviços e promover melhorias estruturais e operacionais no atrativo, que recebeu cerca de 370 mil visitantes em 2025.
O novo edital prevê a modernização de estruturas e equipamentos, ampliação da oferta de serviços e implementação de opções de mobilidade ativa, como trilhas e ciclovias. Também está prevista uma nova política tarifária, com redução superior a 20% no valor de acesso ao passeio, descontos para moradores do entorno e gratuidade para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
Entre os investimentos previstos está a reestruturação da infraestrutura do atrativo e a modernização da frota utilizada no transporte de visitantes. O aporte inicial estimado é de R$ 44,7 milhões.
O projeto inclui ainda a ampliação do centro de apoio aos visitantes, com a criação de espaços voltados à educação ambiental, alimentação, descanso e interpretação ambiental, além de sanitários acessíveis e sinalização inclusiva.
O edital também prevê a operação de atividades obrigatórias, como rafting e cachoeirismo, além do passeio terrestre e embarcado já realizado no local. Segundo o ICMBio, a proposta busca reduzir os impactos ambientais da operação e ampliar a acessibilidade para os visitantes.
A estimativa é que a concessão gere cerca de R$ 84 milhões em arrecadação governamental e outros R$ 84 milhões destinados a ações de conservação, monitoramento e gestão das unidades de conservação ao longo do contrato. O valor mínimo de outorga para o leilão foi definido em R$ 37,2 milhões.
A entrega das propostas está prevista para o dia 5 de agosto de 2026. Já o leilão será realizado em 12 de agosto, na sede da B3, em São Paulo.
Acesse o edital aqui.
(Redação ONG News)
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