Semana das Juventudes prorroga prazo de inscrições até 30 de julho


A Humane World for Animals saúda a publicação, pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), de uma resolução que reconhece o Fator C recombinante (rFC), um teste que não usa animais, como o método oficial para detectar a contaminação de produtos injetáveis. Este é um marco no esforço para modernizar o controle de qualidade farmacêutica e reduzir a dependência do teste tradicional derivado de sangue do caranguejo-ferradura.
A norma recém-publicada, Resolução nº 77 de 22 de julho de 2026, reconhece o rFC como um método validado internacionalmente e marca o início de um período de transição de cinco anos para a substituição do teste que usa derivado de sangue do caranguejo-ferradura, exceto nos casos de incongruência cientificamente demonstrada com o produto que está sendo testado.
“Parabenizamos o CONCEA e o governo por reconhecerem o rFC como um substituto cientificamente robusto para o método que usa lisado de amebócitos do caranguejo-ferradura. Essa decisão alinha o Brasil à prática regulatória internacional, dando aos laboratórios e fabricantes um caminho claro para adotar um método preciso, reprodutível, sustentável e livre de animais”, diz Bianca Marigliani, Principal Sênior de Ciência Regulatória da Humane World for Animals, representante do Ministério do Meio Ambiente e atual coordenadora da Câmara Permanente de Métodos Alternativos do CONCEA.
“A Humane World for Animals tem trabalhado no Brasil e em todo o mundo para apoiar a transição de testes com animais e derivados de animais para tecnologias avançadas, sem animais. Esta resolução é um marco importante para a proteção animal e a preservação ambiental.”, ressalta.
A organização trabalha ativamente para a transição para o rFC e outras tecnologias na Europa, Brasil, EUA, Coreia do Sul, Índia e Indonésia, trabalhando com formuladores de políticas, reguladores, empresas farmacêuticas, fabricantes de biofarmacêuticos e fornecedores de reagentes. No Brasil, a organização colaborou com as principais empresas biofarmacêuticas, reguladores e fornecedores de kits de rFC para criar um grupo de trabalho para trocar experiências técnicas, identificar desafios de implementação e apoiar a aceitação regulatória do método.
As principais disposições da nova resolução incluem:
● Reconhecimento do rFC, tornando-o um método oficial para a detecção de endotoxinas bacterianas, em vez de uma opção “alternativa”.
● Validação e aceitação internacional, com o reconhecimento de que o método foi validado por meio de estudos internacionais e alcançou aceitação regulatória internacional.
● Transição do teste derivado de sangue do caranguejo-ferradura, com prazo de até cinco anos para substituição obrigatória pelo rFC.
● Flexibilidade específica por produto, permitindo que outros métodos sejam considerados em casos excepcionais de incompatibilidade com o produto, quando tecnicamente justificados e suportados por evidências científicas.
● Alinhamento com a ciência ética, centrando-se na substituição, redução e refinamento do uso de animais e na adoção de tecnologias de controle de qualidade mais sustentáveis.
A mudança para o método rFC pode ajudar a reduzir a dependência de populações selvagens de caranguejos-ferradura, proteger os ecossistemas marinhos, fortalecer a resiliência da cadeia de suprimentos para reagentes de teste de endotoxinas e promover um controle de qualidade mais consistente para produtos injetáveis. A Humane World for Animals continuará trabalhando com reguladores, indústria e parceiros científicos para acelerar a adoção global de tecnologias livres de animais e que ofereçam melhores resultados para animais, pessoas e meio ambiente.
A organização atua em todo o mundo para substituir experimentos animais cruéis e desatualizados por métodos inovadores que não usam animais. Nossas equipes na Austrália, Brasil, Canadá, União Europeia, Índia, África do Sul, Coreia do Sul, Estados Unidos e outras economias-chave ajudam a mudar leis, regulamentos e práticas científicas para acabar com testes e pesquisas em animais e promover o desenvolvimento, aceitação e uso de métodos avançados que não utilizam animais. Lideramos a Colaboração para Avaliação de Segurança Sem Animais (Animal-free Safety Assessment – AFSA), bem como a Colaboração de Pesquisa Biomédica para o Século XXI (BioMed21), parcerias multissetoriais e multinacionais que promovem a ciência sem animais como o padrão ouro.
Webinar apresenta os avanços dos métodos recombinantes para testes de endotoxinas bacterianas
Na próxima quinta-feira, 30 de julho, das 13h às 17h30 (horário de Brasília), a Colaboração AFSA realizará um webinar dedicado à transição dos métodos tradicionais baseados no lisado de amebócito de Limulus (LAL) para métodos recombinantes para testes de endotoxinas bacterianas.
O evento reunirá especialistas de colaborações internacionais, instituições financeiras, setor regulatório, indústria biofarmacêutica e fornecedores de tecnologia para discutir o cenário brasileiro e internacional, os caminhos regulatórios para o reconhecimento de métodos alternativos e experiências práticas de implementação no Brasil.
A programação abordará desde os fundamentos científicos e regulatórios dos métodos recombinantes até casos concretos de transição global e nacional, como o Instituto Butantan. O webinar será uma oportunidade para profissionais das áreas regulatórias, controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento, produção e inovação acompanharem as tendências que estão moldando o futuro dos testes de endotoxinas no país.
Webinar: Métodos recombinantes: o futuro dos testes de endotoxinas bacterianas no Brasil
Data: 30 de julho de 2026
Horário: das 13h às 17h30 (horário de Brasília)
Formato: Online (via Microsoft Teams)
Organização: Colaboração AFSA.
Gratuito | Clique aqui para participar
#
Nota aos editores:
● O teste de endotoxinas é uma etapa essencial no controle de qualidade para medicamentos injetáveis, vacinas e outros produtos parenterais, pois as endotoxinas podem causar febre e reações adversas graves se contaminarem produtos destinados ao uso médico. Há décadas, o teste de Lisado de Amebócitos de Limulus (LAL) tem sido usado para detectar e quantificar endotoxinas, mas o reagente chave é obtido da hemolinfa de caranguejo-ferradura, muitas vezes referida como “sangue azul”. O processo de coleta pode prejudicar os animais e contribuir para a pressão sobre as populações selvagens de caranguejos-ferradura e os ecossistemas costeiros que dependem deles.
● O Fator C recombinante foi desenvolvido para abordar as limitações científicas, éticas e ambientais associadas ao LAL. O método usa tecnologia do DNA recombinante para produzir o Fator C, uma proteína chave sensível à endotoxina envolvida na cascata de coagulação do caranguejo-ferradura, sem depender de produtos sanguíneos derivados de animais. Evidências revisadas pela Câmara Permanente de Métodos Alternativos do CONCEA identificaram que o rFC é relevante, confiável e reprodutível, com validação internacional e aceitação regulatória apoiando seu uso para detecção de endotoxinas bacterianas.
● O reconhecimento do rFC no Brasil faz parte de um movimento internacional mais amplo para substituir testes de segurança baseados em animais e derivados de animais por métodos modernos que melhoram a previsibilidade, consistência e sustentabilidade. O método rFC já foi aceito pelas principais autoridades reguladoras internacionais e farmacopeias, incluindo a Food and Drug Administration dos EUA e a Farmacopeia Europeia, e está sendo incorporado ou considerado em outros sistemas farmacopeicos importantes.
—
Sobre a Humane World for Animals
Juntos, enfrentamos as causas profundas da crueldade e do sofrimento animal para promover mudanças permanentes. Com milhões de apoiadores e atuação em mais de 50 países, a Humane World for Animals – anteriormente conhecida como Humane Society International – combate as formas mais arraigadas de crueldade e sofrimento animal. Como a principal voz na proteção animal, trabalhamos para erradicar as práticas mais cruéis, oferecer cuidados a animais em situação de crise e fortalecer o movimento de defesa dos animais. Buscando o maior impacto global possível, nossa missão é transformar em realidade a visão por trás do nosso nome: um mundo mais humano.
Para mais informações, acesse aqui.
(Redação ONG News)
Semana das Juventudes prorroga prazo de inscrições até 30 de julho
Campanha abre inscrições para OSCs captarem via IR em 2026
IDIS promove webinar sobre papel das OSCs na crise climática
Liderança no 3° Setor: quando liderar deixa de ser função e passa a ser transformação

11 3251-4482
redacao@ongnews.com.br
Rua Manoel da Nóbrega, 354 – cj.32
Bela Vista | São Paulo–SP | CEP 04001-001