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O Instituto KondZilla promove, no dia 28 de agosto, a partir das 19h, o segundo Aulão de sua programação formativa de 2026. Com o tema “Clima e Memória: O que conta seu território?”, o encontro discute mudanças climáticas, justiça socioambiental e o papel da memória na construção das narrativas sobre favelas e periferias. A atividade é gratuita, acontece de forma presencial no Arte no Dique, no bairro Rádio Clube, na Zona Noroeste de Santos (SP), e também será transmitida ao vivo pelo canal oficial do Instituto KondZilla no YouTube. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla. O Aulão tem patrocínio e apoio institucional da Sabesp.
Para tratar de como as questões ambientais atravessam os territórios periféricos, o encontro reúne a designer social e estrategista de rua Gabriela Alves, cofundadora do Instituto Perifa Sustentável e fundadora do Gota do Oceano Lab, e o artista visual, fotógrafo aéreo e arte-educador Marcelino Melo, conhecido como Quebradinha.
Formada em Ciências Sociais pela UNIFESP e pós-graduada em Urbanismo Social, Gabriela atua há mais de oito anos em projetos de impacto, ESG e transição energética justa em comunidades, combinando conhecimento acadêmico e vivência nos territórios para desenvolver soluções regenerativas e colaborativas.
Quebradinha nasceu no sertão de Alagoas e hoje vive e trabalha na zona sul de São Paulo. Sua pesquisa artística é voltada à memória, ao território, à ancestralidade e às experiências periféricas. Indicado ao Prêmio PIPA 2025, já teve trabalhos incorporados a acervos como os do Instituto Moreira Salles (IMS Paulista), do Museu das Favelas e do MAC Niterói, onde realizou, em 2024, sua primeira exposição individual, Etnogênese – O que é, e o que pode ser.
O Aulão integra o trabalho formativo da Escola de Criadores, iniciativa do Instituto KondZilla que busca ampliar o acesso de jovens ao conhecimento, estimular o empreendedorismo e fortalecer caminhos de autonomia e geração de renda nas comunidades.
João Vitor Caires, diretor executivo do Instituto KondZilla, afirma que levar o debate climático para os territórios periféricos também significa reconhecer os saberes de quem vivencia diretamente os impactos das desigualdades socioambientais. “A pauta climática precisa partir da realidade de quem vive nos territórios mais impactados pelas desigualdades. Falar de clima também é falar de memória, moradia, afeto e sobrevivência. Ao reunir diferentes saberes e linguagens, este Aulão reforça a potência das periferias na construção de novas soluções para o futuro”, diz Caires.
(Redação ONG News)
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