

*Por Roberto Ravagnani
Em um cenário corporativo cada vez mais competitivo, as empresas buscam maneiras inovadoras de engajar e desenvolver seus colaboradores. Nesse contexto, o voluntariado se destaca como uma ferramenta poderosa, capaz de unir o propósito pessoal ao crescimento profissional. Mais do que um simples ato de solidariedade, envolver-se em ações voluntárias pode transformar a dinâmica de uma equipe e fortalecer habilidades essenciais para o ambiente de trabalho, trazendo benefícios tangíveis para as organizações.
O voluntariado oferece aos colaboradores a oportunidade de sair da rotina e enfrentar desafios que demandam criatividade, empatia e trabalho em equipe. Ao organizar uma campanha de arrecadação ou apoiar uma causa social, por exemplo, os funcionários aprimoram competências como liderança, comunicação e resolução de problemas – habilidades que refletem diretamente em suas funções diárias. Além disso, a experiência promove o senso de pertencimento, alinhando os valores da empresa aos dos colaboradores e fortalecendo a coesão interna.
Pesquisas comprovam o impacto positivo do voluntariado nas empresas. Um estudo da Deloitte, de 2021, revelou que 89% dos líderes corporativos acreditam que programas de voluntariado melhoram a cultura organizacional, enquanto 74% notaram um aumento na retenção de talentos. Outro dado relevante vem da UnitedHealth Group, que mostrou que 76% dos funcionários envolvidos em ações voluntárias se sentem mais saudáveis, o que reduz absenteísmo e custos com saúde. Colaboradores engajados também tendem a ser 17% mais produtivos, segundo a Gallup, e a satisfação de contribuir para a sociedade eleva o bem-estar, reduzindo o estresse em até 30%, conforme a Harvard Business Review.
Para as empresas, incentivar o voluntariado vai além de uma questão de responsabilidade social: trata-se de um investimento estratégico. Marcas que apoiam causas sociais atraem consumidores – 66% deles preferem comprar de empresas com propósito, de acordo com a Nielsen – e ganham reputação no mercado. Assim, o retorno financeiro se soma ao ganho humano.
Em tempos em que o propósito é tão valorizado quanto o lucro, o voluntariado se estabelece como um caminho para formar profissionais mais completos e empresas mais humanas e lucrativas. Que tal começar hoje?
*Roberto Ravagnani – Construtor de “pontes”. Palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), Consultor, ESG, Voluntariado, Sustentabilidade
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