

Um dos maiores estudos sobre o acesso à cultura no Brasil revelou que pessoas brancas são as que mais frequentam atividades culturais, enquanto pardos e indígenas enfrentam obstáculos. O levantamento “Cultura nas Capitais” foi realizado pela JLeiva Cultura & Esporte, com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Rouanet e em parceria com a Fundação Itaú.
Entre as perguntas que nortearam a pesquisa estão: Quais atividades são mais acessadas em quais capitais? Como o acesso varia de acordo com a idade, o gênero, a cor/raça e a religião? Qual a importância da educação e da renda?
Os números mostram que, de um lado, brancos lideram acesso em sete das 14 categorias avaliadas, com destaque para museus (32%), bibliotecas (28%) e teatros (29%). De outro lado, pessoas pretas são o grupo predominante em shows (44%), festas populares (39%) e espetáculos de dança (27%). A nível de comparação, as pessoas pardas, por exemplo, representam 21% dos frequentadores de museus, 22% de bibliotecas, 20% de teatro e 37% de shows. A única atividade em que este segmento é predominante sob os demais é circo, com 15%,
O estudo também investigou o interesse de 19,5 mil entrevistados em participar de atividades, revelando que as pessoas pretas demonstram o maior interesse, apesar das limitações de acesso.
Entre os indígenas, metade dos entrevistados foi no máximo a duas atividades culturais nos 12 meses anteriores à pesquisa. Uma realidade muito diferente da observada em São Paulo (SP), onde 37% das pessoas praticaram alguma atividade ligada à cultura nesse período.
Ainda assim, o acesso à cultura diminuiu na capital paulistana, se comparado ao levantamento da JLeiva de 2017. Para ficar em alguns exemplos, mais da metade dos moradores das zonas norte, sul e leste precisam sair de seu bairro para realizar uma atividade cultural. Além disso, 46% dos entrevistados de São Paulo nunca estiveram no Theatro Municipal, e 34% nunca foram ao Masp, espaços culturais emblemáticos da cidade.
Para acessar os dados na íntegra, clique aqui.
Fonte: GIFE
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