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A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) lançou a 5ª edição do projeto Afrocientista, em parceria com o Instituto Unibanco e o Ministério da Educação. A iniciativa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos de estudantes negras e negros matriculados em escolas públicas de Ensino Médio e da Educação Superior mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica desenvolvidas pelos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (NEABs), Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABIs) e grupos demais integrantes do Consórcio Núcleos de Estudos Afro-brasileiros (CONNEABs), da ABPN. A 5ª edição da iniciativa vai selecionar 377 jovens negras(os) para a obtenção de bolsas de pesquisa em 29 núcleos de todos os estados brasileiros. Iniciado em 2019, o projeto já envolveu 464 bolsistas da Educação Básica, 36 bolsistas da Graduação e registrou outras 159 participações voluntárias.
Helen Silva, atual gestora do Projeto, defende que é crucial que a ciência brasileira reflita a riqueza de perspectivas da nossa sociedade e, assim, gere resultados que beneficiem a todas as pessoas. “O Afrocientista é uma iniciativa que tem contribuído com esse processo, promovendo a ampliação da participação de grupos historicamente marginalizados e construindo pontes entre diferentes saberes. Através da diversidade de perspectivas, impulsiona o desenvolvimento científico e social do país”, enfatiza.
O Afrocientista se sustenta em três pilares, que são: a iniciação científica; a instrumentalização sobre o fazer ciências; e a formação para a cidadania e mobilização social, articulando assim pesquisa, ensino e extensão. Durante seis e oito meses, respectivamente, os bolsistas de Ensino Médio e do Ensino Superior desenvolverão atividades junto com os núcleos de pesquisa em escolas públicas, a partir de produções científicas de pessoas negras.
Uma das novidades desta edição é a criação de uma revista científica com produções dos Afrocientistas, que visa promovero potencial da iniciação científica na Educação Básica para combater o apagamento da História e da Cultura Afro-Brasileiras. Também estão previstas: a criação de coletivos estudantis negros nas escolas participantes do projeto para fortalecer a continuidade de espaços para o fortalecimento da identidade negra e o combate ao racismo nas escolas e a construção de uma rede de apoio entre afrocientistas de diferentes escolas de todo o País.
Para Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, é um orgulho para o Instituto apoiar mais uma edição do projeto, do qual é parceiro desde a 1ª edição, em 2019. “Iniciamos essa 5ª edição com muitas expectativas e torcendo para que essa parceria agora com o MEC amplifique ainda mais a iniciativa da ABPN. O projeto ganha em potência, relevância e escala e inspira políticas públicas de ações afirmativas na Educação Básica. Com isso, esperamos ampliar ainda mais o debate sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais nas escolas, promover o letramento racial e despertar a vocação científica de cada vez mais jovens negros e negras”, declara.
A iniciativa prevê também a realização de ciclos de reunião e formação de gestores escolares participantes do projeto focada na redução das desigualdades raciais na aprendizagem.
Para promover o lançamento da 5ª edição do projeto Afrocientista, hoje, dia 4 de julho, será realizado o “VII Webinário do projeto Afrocientista: Tem Afrocientista em Todo Brasil”, com a presença de especialistas que participam ou já participaram do projeto em outras edições que discutirão a experiência no enfrentamento das desigualdades raciais e os processos de ensino-aprendizagem a partir do projeto. Para conferir, é só acessar o canal do Afrocientista no Youtube (VII Webinário Afrocientista: tem Afrocientista em todo Brasil ).
Sobre a ABPN
A Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) – ABPN é uma organização civil que tem por finalidade o ensino, pesquisa e extensão acadêmico-científica sobre temas de interesse das populações negras do Brasil. Fundada em 2000 durante o I Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) – COPENE, a ABPN se configura como um dos órgãos fundamentais da rede de instituições brasileira que atuam no combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação racial, com vistas à formulação, à implementação, ao monitoramento e à avaliação das políticas públicas para uma sociedade justa e equânime.
(Assessoria de Imprensa)
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