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*Kátia Camargo
Rua 31 de Maio, no Jardim Santa Eudóxia, reserva um espaço muito especial para as crianças: trata-se da creche Cantinho de Luz, que atende 80 delas. O espaço limitado foi organizado para estimular a autonomia e as potencialidades dos pequenos. Os ambientes são muito bem aproveitados e utilizados de forma rotativa por todas as turmas.
O local não conta com uma área externa ou um quintal para brincar, mas a rua da creche, que não tem fluxo de carros, ganha vida com as crianças em alguns momentos do dia. Por lá, é possível brincar na amarelinha pintada na rua, revezar os carrinhos e bicicletas, aprendendo da forma mais bonita compartilhar com o outro, cantar, dançar e rir muito com as professoras e monitoras, além de poderem desenhar o mundo que enxergam ou querem construir com o giz no asfalto, socializando e tomando posse do território que habitam.
Arrisco dizer que é a rua mais bonita do bairro, colorida, alegre e repleta de sonhos e esperança.

Como sempre fala a coordenadora do Território do Brincar, Renata Meirelles, “brincar é a própria vida se expressando”, isso fica muito evidente para quem passa pela rua da creche Cantinho de Luz, pois é a infância sendo valorizada como tem que ser, mesmo que os recursos não sejam ideais.
Para trazer a natureza, a sombra das árvores, o contato com a terra, areia e o parquinho para mais perto das crianças, a coordenadora geral do Cantinho de Luz, Patrícia Cristiane Alves Torres de Luz, organizou passeios semanais ao Bosque São José.
“É sempre um momento muito especial para eles, pois é um espaço muito bonito e repleto de verde. Usamos esses passeios para cada vez mais desemparedar as crianças”, destaca.
O espaço funciona em colaboração com a Prefeitura Municipal de Campinas, mas, para manutenção e funcionamento, está sempre promovendo outras ações para suprir as demandas.
“As vagas são concorridas, pois é um espaço que acolhe as crianças e as famílias. Sonhos temos muitos! Sonhamos com um espaço maior para receber mais crianças, quintal, parquinho, uma área verde e horta. Mas, todos os anos, encerramos com a certeza de que estamos conseguindo fazer a diferença na vida de cada criança e suas famílias”, conta Patrícia.
*Kátia Camargo é Jornalista e Caçadora de Boas Histórias.
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