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Quando tratamos de desconcentrar poder, conhecimento e riquezas, tratamos de construir uma educação igualitária e novos imaginários sociais. A mesa Educação plural: uma estratégia inclusiva, antirracista e democrática, do 13º Congresso GIFE, reuniu pessoas negras e indígenas do audiovisual, educação e de organizações para debater o papel da educação e da filantropia no enfrentamento das desigualdades estruturais na educação de crianças negras, indígenas e com deficiência no Brasil.
Mediado por Flávia Doria, do Instituto Alana, o encontro apontou vias para a desconcentração de poder e saberes, a partir da valorização da infância. Gersem Baniwa, coordenador do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, destacou que o processo de escolarização indígena precisa respeitar os saberes tradicionais. “A natureza e os espíritos detêm o conhecimento do mundo. Por isso, o saber indígena é milenar e coletivo. Não pode ser domesticado por modelos coloniais de ensino”, explicou.
Gersem alertou sobre a ausência de pessoas indígenas nos debates sobre justiça climática. “Somos quem ainda mantém a natureza, e não somos ouvidos. A filantropia precisa apoiar, porque as políticas públicas não estão dando conta”, enfatizou.
Natália Neris, da Casa Sueli Carneiro, destacou o papel histórico das organizações negras na transformação da democracia brasileira. Segundo ela, essas instituições enfrentam barreiras que não são impostas às organizações brancas. “Mais de 80% das organizações negras usam recursos próprios para se manter. Isso revela uma desigualdade estrutural no acesso ao financiamento.”
Abordando sobre a desconcentração de poder, Monique Rocco, da Maria Farinha Filmes, opina que, desde cedo, somos ensinados a nos ver como coadjuvantes, e que essa perspectiva precisa mudar. “Precisamos ocupar os lugares de poder e disputar o imaginário. Só assim é possível sonhar e criar futuros mais plurais.”
Luciana Viegas, ativista do movimento Vidas Negras com Deficiência Importam, trouxe questões-chave sobre a forma como a inclusão é tratada no Brasil. “A educação parou em 2008. Voltamos agora com um aumento de diagnósticos e medicalização das infâncias, sem pensar na potencialidade dessas crianças”, alertou.
Além disso, Luciana defendeu que a filantropia precisa pensar nos custos para pessoas com deficiência como investimento, não como um gasto. “Precisamos pensar num futuro acessível e inclusivo para todos. E isso começa com as crianças. A filantropia deve refletir sobre por que quase não se apoia organizações voltadas para pessoas com deficiência.”
Fonte: GIFE
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