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*Por Roberto Ravagnani
Todos os dias, em comunidades remotas e grandes centros urbanos, no Brasil e pelo mundo, milhões de pessoas dedicam seu tempo e talento a causas que transformam realidades. Segundo o IBGE, em 2022, mais de 7,3 milhões de brasileiros realizaram atividades voluntárias, um número expressivo, mas que representa apenas 4,2% da população com 14 anos ou mais. Esse dado revela o enorme potencial ainda a ser mobilizado em um país marcado por desigualdades e desafios estruturais, onde o voluntariado se consolida como uma força social estratégica.
O cenário, felizmente, está em transformação. De acordo com o relatório Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2025, do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), o voluntariado no Brasil evolui para um modelo mais estruturado e profissionalizado. Voluntários estão cada vez mais integrados em funções técnicas e de governança, como conselhos deliberativos e comitês de organizações sociais. Esse “match estratégico” entre talentos voluntários e demandas institucionais fortalece a sustentabilidade e o impacto das ações, promovendo um terceiro setor mais colaborativo, transparente e eficiente.
Além disso, o voluntariado corporativo ganha destaque como ferramenta de engajamento e desenvolvimento humano. Um levantamento global da Deloitte aponta que 89% dos executivos acreditam que o voluntariado melhora o clima organizacional e reforça o senso de pertencimento nas empresas. No Brasil, a pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, realizada pelo IDIS e pelo Instituto Datafolha, mostra que 52% dos voluntários desenvolveram competências profissionais, como liderança, empatia e trabalho em equipe, por meio de suas atuações.
Vale salientar que é nato do latino e do brasileiro em especial, ser solidário, querer efetivamente ajudar o próximo, sendo uma ferramenta para exercer esta vontade, o voluntariado. Juntos podemos apoiar para outros, além daqueles que já exercem o trabalho voluntário, possam faze-lo de forma organizada.
Seja em uma comunidade rural, em uma ONG urbana ou em programas corporativos, o trabalho voluntário é uma ponte para a transformação social. Ele não apenas atende a necessidades imediatas, mas também constrói laços de solidariedade, desenvolve habilidades e promove um modelo de sociedade mais justa e engajada. Em um mundo repleto de desafios, o voluntariado é, acima de tudo, um convite à ação coletiva e à esperança.
*Roberto Ravagnani – Construtor de “pontes”. Palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), Consultor, ESG, Voluntariado, Sustentabilidade.
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