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A leitura é um dos dispositivos mais potentes de emancipação social e construção de subjetividades. No entanto, seu acesso ainda é profundamente desigual em um país como o Brasil, onde barreiras econômicas, geográficas e de acessibilidade limitam a participação plena de milhões de pessoas nos circuitos literários. Neste cenário, a formação de mediadores de leitura, bibliotecários e educadores com uma perspectiva inclusiva e comprometida com a diversidade é não apenas urgente, mas essencial para garantir o direito à leitura para todas as pessoas — com e sem deficiência.
É com esse horizonte que a ONG Mais Diferenças promove, no próximo dia 9 de setembro, o evento online e gratuito“Oficina Formativa sobre Mediação de Leitura Acessível e Inclusiva”, aberta a profissionais de todo o Brasil. Realizado das 18h às 21h (horário de Brasília), o encontro é um dos eixos do projeto “Páginas Abertas: livros para diferentes formas de ler” e visa a fomentar reflexões e práticas sobre mediação de leitura acessível, considerando os desafios específicos do país, caracterizado por grandes distâncias geográficas. Esta é mais uma realização da Mais Diferenças, com patrocínio do Citi Brasil, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Segundo Carla Mauch, coordenadora da Mais Diferenças, o evento é uma oportunidade para fortalecer a atuação de profissionais que desejam promover a leitura como um direito fundamental. “A mediação de leitura acessível é uma prática potente de inclusão, porque reconhece e valoriza os diferentes modos de ler o mundo. As ações formativas para profissionais que trabalham no campo da literatura criam caminhos para que crianças, jovens e adultos, com e sem deficiência, possam compartilhar o prazer da leitura, com equiparação de oportunidades”, afirma.
A iniciativa dialoga com uma concepção ampla de leitura, que vai além da decodificação de palavras. Ler é também acessar mundos, ampliar repertórios, afirmar identidades e reconhecer as diferenças como valor. “Uma sociedade que acolhe a todas e todos é uma sociedade que aprende com a diversidade. Uma sociedade que disponibiliza livros em múltiplos formatos acessíveis é uma sociedade que amplia o acesso à leitura e estabelece que existem muitas formas de ler”, reforça Carla.
O evento promovido pela Mais Diferenças parte justamente desse princípio: a inclusão como base e não como exceção. A formação de mediadores precisa contemplar não apenas os aspectos técnicos dos recursos de acessibilidade, mas também o desenvolvimento de uma escuta sensível, de repertório crítico e de práticas anticapacitistas.
Ao direcionar suas ações para a região Norte, a ONG também chama atenção para a urgência de ampliar o acesso às políticas culturais e garantir a participação de profissionais fora do eixo centro-sul em ações formativas acerca dos temas da acessibilidade e da inclusão. A escolha do formato online e gratuito busca ampliar o alcance da iniciativa e superar barreiras de deslocamento e custo.
Para Carla, o papel do mediador é também político e afetivo: “Cada leitura compartilhada é um gesto de escuta, de construção de vínculos e de fortalecimento da cidadania. Por isso, a formação de mediadores acessíveis não é apenas uma questão técnica, mas um compromisso com a justiça social”.
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(Assessoria de Imprensa)
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