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Organizações e lideranças femininas do Amazonas e de Roraima passaram por um processo de fortalecimento institucional e político por meio do projeto Poderosas da Amazônia, desenvolvido pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) em parceria com o UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) e a Embaixada da França no Brasil. A iniciativa foi voltada a territórios marcados por altos índices de violência de gênero, desigualdade social e limitações no acesso a políticas públicas.
O projeto teve como objetivo qualificar a atuação de organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias que trabalham com a promoção dos direitos das mulheres, especialmente entre populações migrantes, indígenas, negras, trans e periféricas. “A proposta foi fortalecer quem já atua nesses territórios, ampliando a capacidade de organização, incidência política e defesa de direitos”, afirma José Moroni, do colegiado de Gestão do Inesc.
Entre outubro de 2024 e agosto de 2025, 11 organizações participaram de um ciclo de formação institucional, sendo seis em Boa Vista (RR) e cinco em Manaus (AM). As atividades incluíram diagnósticos organizacionais, planejamento participativo e capacitações sobre elaboração de projetos, gestão financeira, prestação de contas e avaliação de resultados. Também foram realizadas mentorias individuais para apoiar a participação das entidades em editais públicos e privados.
Paralelamente, um segundo eixo do projeto reuniu 93 mulheres em um ciclo de formação de lideranças, com encontros presenciais e atividades virtuais voltadas à saúde integral, aos direitos das mulheres e à comunicação como instrumento de mobilização social. A metodologia priorizou rodas de conversa, escuta ativa e tradução entre português e espanhol, considerando a presença de mulheres migrantes e refugiadas.
Durante os encontros, foram discutidos temas como maternidade, trabalho doméstico, violência de gênero, racismo, xenofobia, transfobia institucional e acesso às políticas públicas. A iniciativa também resultou na produção de duas cartilhas: uma voltada ao fortalecimento institucional das organizações e outra dedicada aos direitos das mulheres, com foco na continuidade das ações comunitárias.
A atuação do projeto ocorre em um contexto em que a região Norte se consolida como principal território de acolhimento de mulheres venezuelanas, indígenas e não indígenas. Relatos das participantes apontaram dificuldades linguísticas, barreiras culturais e precariedade no acesso a serviços essenciais, além da recorrência de situações de violência.
Para os organizadores, o principal resultado foi o fortalecimento das organizações locais e o reconhecimento das mulheres como protagonistas na defesa de seus próprios direitos. “Trata-se de um processo político e coletivo, que reafirma a importância da mobilização social para enfrentar desigualdades históricas na Amazônia”, destaca Moroni.
Confira a matéria na íntegra no portal Inesc.org.br.
(Redação ONG News)
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