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O Esporte Clube Bahia usou suas redes sociais para se posicionar publicamente contra o abate de jumentos no Brasil, prática realizada por um frigorífico na cidade de Amargosa (BA) que exporta as peles desses animais para a China, ameaçando a sobrevivência da espécie no Nordeste. A publicação foi feita em colaboração com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e integra uma mobilização mais ampla em defesa da proteção animal.
Na publicação, o clube chama atenção para a comoção nacional gerada recentemente por um caso de violência contra o cachorro Orelha, que mobilizou a opinião pública, e propõe uma reflexão sobre outras formas de crueldade que seguem ocorrendo longe dos holofotes.
O conteúdo publicado pelo time destaca que, enquanto alguns episódios ganham grande repercussão, o abate sistemático de jumentos na Bahia avança de forma silenciosa, colocando esses animais em risco de extinção.
O carrossel publicado pelo Bahia reforça a ideia de que a proteção animal deve ser igualitária, independentemente da espécie, e convoca a sociedade a se posicionar contra práticas consideradas cruéis. A legenda enfatiza que o clube se une ao Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, organização com atuação nacional na defesa e acolhimento de diferentes espécies, para defender justiça, respeito e o direito à vida de todos os animais.
A iniciativa dialoga ainda com o trabalho de organizações internacionais como a The Donkey Sanctuary, referência global na proteção de jumentos e na denúncia dos impactos sociais, ambientais e éticos da indústria de peles. A ONG atua no Brasil e em outros países para proibir o abate desses animais e alertar sobre os riscos de extinção associados à prática.
Abate de jumentos – A pele dos jumentos é exportada para a China para a produção do ejiao, um tipo de gelatina obtida a partir do colágeno presente nas peles, utilizada pela medicina tradicional chinesa, sem comprovação científica de sua eficácia. Segundo dados da FAO, do IBGE e do Agrostat, 94% dos jumentos no Brasil desapareceram entre 1996 e 2024, o que significa que, de cada 100 animais existentes há cerca de 30 anos, hoje restam apenas seis.
Reconhecido por seu histórico de engajamento em pautas sociais, o Bahia volta a usar sua visibilidade institucional para ampliar debates de interesse público. Por meio da publicação, o clube contribui para fortalecer a discussão sobre bem-estar animal e para pressionar por políticas públicas que coíbam o avanço do abate de jumentos no Brasil.
(Assessoria de Imprensa)
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