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Se você pretende lançar um crowdfunding ou realizar uma campanha de doação, deve saber que um dos maiores desafios para esses casos é a captação de recursos – sejam eles materiais ou monetários. Não raro, vemos, por exemplo, campanhas que não conseguem alcançar seus objetivos. Entretanto, há muitas que decolam e superam as expectativas. O que existe de diferente entre elas?
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Recentes pesquisas na área da psicologia sobre tomada de decisão mostram que alguns elementos presentes no momento de uma decisão podem influenciar profundamente o resultado final. Mudanças sutis, muitas vezes inconscientes para quem está na situação, podem até multiplicar a quantidade de recursos arrecadados.
Além disso, existem muitos princípios que são ignorados – alguns inclusive muito simples –, e que influenciam profundamente o nosso dia a dia. É disso que trata a Arquitetura da Escolha, novo conceito trazido para o Brasil, que consiste na organização do contexto no qual as decisões são tomadas.
Compartilho aqui 3 dicas de estratégias utilizadas na Arquitetura da Escolha para dar aquele “empurrãozinho” que faltava, de forma que incentive as pessoas a contribuir para aquela causa que consideram justa, mas que por inércia do dia a dia ainda não haviam colaborado.
Para onde vai o dinheiro que estou te dando? Pode parecer uma pergunta básica, mas muitas vezes instituições pedem doações sem informar aos doadores o destino do dinheiro. E, melhor do que simplesmente informar o destino, é fundamental personalizar o destinatário da ajuda. As pessoas ficam mais propensas a contribuir se sabem o nome e o rosto daquele que vai receber a ajuda.
Seres humanos são seres sociais e muito do que fazemos é influenciado pela conduta dos que estão ao nosso redor. Providencie que os potenciais doadores tomem conhecimento de que outras pessoas também estão praticando boas ações. E quanto mais próximas forem do doador, maior a chance de influenciarem a decisão.
Apesar das teorias econômicas tradicionais nos pintarem como um ser racional e que sempre está atrás de maximizar ganhos, é fato que existe a reciprocidade entre as pessoas: se eu te ajudar, é provável que você retribua esse gesto. Portanto, dê algo para as pessoas e certamente elas te darão algo em troca.
*Eduardo Matsuoka é arquiteto da escolha na consultoria NudgesLab, empreendedor e psicólogo comportamental, especializado em temas como educação, percepção e cultura. Atua em projetos de e-learning e marketing digital.
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