Projeto transforma vida de crianças pela visão


Um tempo atrás, a Harvard Business Review publicou um artigo sobre valores compartilhados, um conceito que diz que toda geração de valor econômico deve gerar também um valor para a sociedade, algo que realmente contribua para que ela enfrente seus desafios e problemas.
Muito se fala em “responsabilidade social” dentro das empresas, porém muitas delas veem a questão social somente como uma ferramenta de resposta a pressões externas e não como algo que seja realmente fundamental para a sua produtividade e crescimento, afinal se o mundo vai bem, as empresas vão bem. Por exemplo, a companhia deve ver a questão de economizar água como uma atitude essencial para o seu desenvolvimento e, portanto, economizar água deve ser prioridade e não uma atividade de responsabilidade social.
Segundo o artigo, para que haja uma verdadeira mudança na sociedade, é preciso reconectar o sucesso da empresa ao progresso de todos.
Empresas como o Google, IBM, Intel, Johnson & Johnson, Nestlé, Unilever e Walmart já começaram a planejar iniciativas importantes para gerar valor compartilhado ao redefinir a relação do desempenho empresarial com a melhora da sociedade. Infelizmente, ainda não é todo mundo que compreende a importância do valor compartilhado. Para que esse modelo possa ser realmente implementado, líderes e gerentes terão de adquirir novas habilidades e conhecimentos, como, por exemplo, uma apreciação muito mais profunda das necessidades da sociedade, uma maior compreensão das verdadeiras bases da produtividade da empresa e a capacidade de colaborar em conjunto com organizações da sociedade civil.
O conceito de valor compartilhado defende que as necessidades da sociedade, e não só necessidades econômicas, definem o mercado. Ou seja, questões sociais geram custos internos para a empresa, como o desperdício de energia ou matéria-prima, necessidade de treinamento para compensar insuficiências na educação, etc. O enfrentamento desses problemas, ao invés de gerar mais custos à empresa faz com que ela cresça com a adesão de novas tecnologias, métodos, operações e abordagens de gestão, aumente sua produtividade e expanda seu mercado.
Sociedade, instituições e empresas podem trabalhar juntas para a construção de um futuro que será favorável para todos e para a sustentabilidade do nosso planeta.
Um exemplo de empresa que resolveu adotar o modelo de Valor Compartilhado foi a Votorantim, que em 2010 decidiu implantar uma nova unidade integrada de produção de cimento no município de Primavera, no Pará – veja o relato da empresa sobre o projeto:
Além dos desafios técnicos e operacionais do projeto, a empresa também considerou o aspecto social na localidade. A cidade ocupava a 4.695ª posição no ranking brasileiro do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). O dado era reflexo da baixa escolaridade da população, da ausência de atividades econômicas e dos déficits na infraestrutura e na oferta de serviços públicos.


*Imagens retiradas do site Brasil Solidário.
Para contribuir com o desenvolvimento da localidade, a empresa, em parceria com o Instituto Votorantim, criou o projeto Primavera Sustentável, que desenvolve diversas ações na cidade nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e saneamento.
Até 2015, foram aportados R$ 10 milhões na iniciativa e, em 2016, outros R$ 2 milhões foram investidos em segurança pública. Após cinco anos de atuação social, um estudo mensurou o impacto dos aportes feitos em Primavera e o retorno do investimento para a empresa. O resultado? Um retorno de R$ 4,54 para cada real investido no local, mostrando que os investimentos sociais geram retorno.
Leia mais sobre o projeto clicando aqui.
O caso da Votorantim prova o argumento da Harvard Business Review de que a criação de valor social será uma das mais poderosas forças motrizes do crescimento econômico mundial. Essa ideia representa uma nova forma de entender clientes, produtividade e influências externas sobre o sucesso da empresa, colocando o enfrentamento de questões sociais e comunitárias como vantagens competitivas a serem obtidas com seu enfrentamento.
A previsão é de que a adoção do valor compartilhado seja uma alternativa mais eficaz e muito mais sustentável do que a maioria das iniciativas empresariais que existem hoje no âmbito social. Que tal repensar a estratégia que a sua empresa adota hoje como responsabilidade social e transformá-la em uma ferramenta-chave para o crescimento de mercado e a construção de uma comunidade mais justa e consciente?
Fonte: Coletivo Inclusão
Projeto transforma vida de crianças pela visão
Edital apoia projetos turísticos para 2026
ABCR abre edital para palestras do Festival ABCR 2026
Relatório aponta tendências que devem orientar marcas com causa em 2026

11 3251-4482
redacao@ongnews.com.br
Rua Manoel da Nóbrega, 354 – cj.32
Bela Vista | São Paulo–SP | CEP 04001-001