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*Adriana Souza Silva e Rafaela Eid
O Dia Internacional da Mulher é uma data que provoca discussões sobre temas bastante variados, embora haja algo em comum entre todos esses assuntos: os efeitos do patriarcado na vida da mulher.
No Terceiro Setor, isso não é diferente. Por mais que celebremos a conquista de espaço pelas mulheres nesse segmento – hoje, elas são a maioria da mão de obra nessas instituições –, ainda estamos distantes da sonhada igualdade de gênero num contexto mais amplo dessa esfera.
Segundo o último Censo GIFE (2022-2023), a composição dos Conselhos das Organizações da Sociedade Civil ainda reflete desequilíbrios significativos: 68% das ONGs têm uma maior participação de homens em seus conselhos, enquanto apenas 22% possui a maioria de mulheres. Apenas 10% têm uma composição paritária de gênero.
Mas na hora de colocar a mão na massa, essa estatística se inverte. O IBGE revela que as mulheres representam mais de 70% dos empregos gerados pelo Terceiro Setor. Na área do voluntariado, elas também repetem essa estatística endossando o papel fundamental da mulher no engajamento comunitário e na promoção do bem-estar social.
Também no campo das doações, sua participação é bem mais ativa do que a dos homens. Dados da Charities Aid Foundation (CAF) apontam que elas são mais propensas a contribuir com as ONGs do que eles.
Essa disparidade é um reflexo das barreiras enfrentadas pelas mulheres no acesso a posições de liderança e tomada de decisão, mesmo em setores voltados para a promoção da igualdade e justiça social. O documento exibido no Censo GIFE indica que, somente em 2042, será alcançada a paridade entre homens e mulheres nos conselhos das ONGs.
Portanto, neste Dia Internacional da Mulher, é crucial reconhecer não apenas o papel ativo das mulheres nas ONGs, mas também a necessidade de promover uma representação igualitária em todos os níveis de liderança.
Como forma de homenagear o trabalho fundamental dessa luta, mencionamos abaixo algumas das milhares de ONGs dedicadas ao combate à violência de gênero e à proteção dos direitos da mulher. Que venham dias mais felizes para as mulheres.
TamoJuntas
A TamoJuntas é composta por diversas profissionais, como advogadas, assistentes sociais e psicólogas, que atuam de forma voluntária em todas as regiões do país, na orientação, acompanhamento e acolhimento gratuito de mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social. A ONG promove eventos, cursos, rodas de diálogo com objetivo de promover espaços educativos e de maior conscientização para equidade de gênero e direitos humanos das meninas e mulheres.
Clique aqui para obter mais informações sobre a atuação da TamoJuntas.
Cruzando Histórias
A Cruzando Histórias promove o acolhimento, a valorização profissional e a empregabilidade entre mulheres. Com sede em São Paulo, atua de forma gratuita e online para todas as brasileiras que necessitem de ajuda.
A iniciativa nasceu a partir do choro desesperado de uma mãe, a Sueli. Bia Diniz, fundadora da ONG, foi tocada e começou, então, a escutar pessoas pelas ruas, e criou uma rede de fortalecimento e pertencimento, focada em mulheres em desemprego.
Para ver o minidocumentário da Cruzando Histórias e saber mais, acesse: https://www.cruzandohistorias.org/quem-somos.
Think Olga e Think Eva
Think Eva, consultoria de inovação social que articula o setor privado, e a Think Olga, ONG que atua junto da sociedade civil, são duas organizações irmãs que compartilham da mesma missão: sensibilizar a sociedade para as questões de gênero e intersecções, além de educar e instrumentalizar pessoas que se identificam como agentes de mudança na vida das mulheres.
Leia mais em: https://thinkolga.com/.
Fundo ELAS
Desde 2000, é o único fundo brasileiro de investimento social voltado exclusivamente para a promoção do protagonismo das mulheres, a partir do entendimento que investir nelas é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de um país.
Atua por meio de ações empenhadas na construção da doação cidadã, na qual todas(os) podem doar continuamente, de acordo com sua renda, para transformar a realidade de mulheres e meninas.
Para ficar por dentro da atuação do Fundo ELAS, acesse: http://elasfundo.org/#.
*Adriana é CEO da Pauta Social e Rafaela estagiária e estudante de jornalismo.
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