Projeto transforma vida de crianças pela visão


O Dia da Escola, celebrado no último dia 15 de março, é uma data que reforça a importância da educação como ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. No Brasil, um dos desafios ainda presentes no ambiente escolar é o combate ao racismo e a promoção de uma educação antirracista. Dados de 2024 trazem um panorama sobre o cenário:
Segundo o Observatório da Fundação Itaú e Equidade.Info a incidência de racismo nas escolas ainda é alta. A pesquisa aponta que 54% dos professores já presenciaram casos de racismo entre alunos em sala de aula.
Falta de protocolos é outro problema. Menos de 40% das escolas municipais possuem diretrizes para lidar com situações de racismo, de acordo com levantamento do Ministério da Educação.
Em pesquisa realizada pelo Ipec, Instituto de Referência Negra Peregum e Projeto SETA, 64% dos brasileiros entre 16 e 24 anos apontam o ambiente escolar como o lugar onde mais sofrem racismo.
Como parte de seu apoio à construção de escolas mais equitativas, a Motriz, organização sem fins lucrativos associada à Fundação Lemann, elaborou 5 recomendações para transformar o ambiente escolar:
Ter diretrizes definidas é fundamental para que as escolas saibam como agir diante de situações de racismo. Com o material, gestores têm a chance de criar fluxos de encaminhamento e monitoramento de casos, o que garante assertividade e seriedade em respostas a casos de descriminação. Dispor de um protocolo é uma forma de ter medidas eficazes e seguras.
A formação cidadã e antirracista deve fazer parte das práticas pedagógicas, abordando a história e a cultura afro-brasileira e indígena, conforme estabelece a Lei 10.639/03. Elaborar atividades, materiais didáticos e palestras que valorizem a diversidade é essencial para fortalecer identidades e agir contra práticas preconceituosas.
O combate ao racismo na escola passa pela formação dos profissionais da educação. Como autoridades em salas de aula, os educadores devem estar preparados para lidar com a prevenção e nas respostas de casos discriminatórios. Uma prática importante é realizar treinamentos e promover debates sobre relações étnico-raciais, com dados e materiais atualizados.
A construção de um ambiente antirracista exige o envolvimento de alunos, pais, professores e gestores. Criar canais de diálogo e espaços de escuta para denunciar casos de discriminação e propor soluções coletivas fortalece o compromisso e aproxima a comunidade com a equidade racial. Palestras, treinamentos e mesas de debate também são formas ativas de incluir a comunidade.
A representatividade importa. Garantir que a equipe docente, os materiais didáticos, as atividades culturais e os eventos escolares contemplem a diversidade racial ajuda a combater estereótipos. Segundo dados de 2024 do Painel Diagnóstico, do Ministério da Educação, 46,6% das redes públicas de ensino não adquirem materiais pedagógicos ligados à promoção da equidade racial. Esse afastamento, pode ser prejudicial e potencializador de falta de identidade com as propostas acadêmicas.
De acordo com Alessandra Demite, professora de Psicologia da Universidade São Judas, “é na escola que a criança aprende a conviver com diferentes realidades, desenvolve habilidades de comunicação, colaboração e respeito às diferenças.” A especialista destaca que a escola não é apenas um local de aquisição de conhecimento, mas deve ser vista como base sólida para formação de cidadãos conscientes.
Guia de Protocolos
Com a premissa de promover uma educação antirracista, a Motriz desenvolveu o Guia para Construção de Protocolos de Combate às Situações de Racismo nas Escolas, é uma ferramenta distribuída para Secretárias de Educação que apoiam gestores e educadores na missão de prevenir e combater o preconceito. Para acessar o material, clique aqui.
Sobre a Motriz
A Motriz é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão fortalecer governos locais para que entreguem serviços de qualidade a todas as pessoas no Brasil, com um olhar transversal para equidade étnico-racial, equidade de gênero e sustentabilidade socioambiental.
Com soluções inovadoras e mão na massa voltadas para a melhoria da educação pública e o desenvolvimento de lideranças públicas, a Motriz contribui para a construção e a implementação de políticas e serviços públicos mais efetivos, inclusivos e diversos no país.
(Assessoria de Imprensa)
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