Ação Educativa lança publicação sobre anos finais do Ensino Fundamental

ONG News
7 de julho de 2026
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Os anos finais do Ensino Fundamental concentram alguns dos principais desafios da educação brasileira, mas ainda ocupam um espaço reduzido no debate público e na formulação de políticas educacionais. É para contribuir com a mudança desse cenário que a Ação Educativa lança, no próximo dia 3 de julho, a publicação Indicadores da Qualidade nos Anos Finais do Ensino Fundamental, um instrumento de autoavaliação participativa que convida estudantes, educadores, gestores, famílias e comunidades a refletirem coletivamente sobre a realidade de suas escolas e construírem estratégias para fortalecer essa etapa da educação básica.

A publicação amplia a coleção Indicadores da Qualidade na Educação ao dedicar um volume específico aos anos finais do Ensino Fundamental, período marcado por profundas transformações na vida dos estudantes e por desafios como evasão escolar, distorção idade-série, desigualdades raciais e sociais, violências e mudanças na relação dos adolescentes com a escola. Ao reconhecer que não existe uma única forma de viver as adolescências, o material propõe que questões relacionadas à raça, classe, gênero e território façam parte da reflexão sobre a qualidade da educação.

Mais do que um conjunto de indicadores, a publicação apresenta uma metodologia para que cada escola desenvolva um processo coletivo de autoavaliação. A proposta é ampliar o entendimento sobre qualidade da educação, indo além dos resultados de avaliações externas e incorporando aspectos como gestão democrática, participação estudantil, relações entre escola e território, permanência, convivência, inclusão e condições para o ensino e a aprendizagem. A partir desse diagnóstico, a comunidade escolar é incentivada a definir prioridades e elaborar planos de ação voltados ao aprimoramento de sua realidade.

Um olhar para a escola e para as adolescências

Organizado em oito dimensões, o instrumento parte do princípio de que a melhoria da educação pública depende da participação de todos os sujeitos que fazem parte da vida escolar. Por isso, propõe que professores, gestores, funcionários, estudantes, famílias e representantes da comunidade analisem, conjuntamente, os desafios e as potencialidades da escola, considerando também o contexto social e o território onde ela está inserida.

A publicação defende que os anos finais do Ensino Fundamental exigem políticas e práticas específicas. É nessa etapa que muitos estudantes passam a enfrentar obstáculos que comprometem sua permanência e aprendizagem, tornando ainda mais importante que as escolas construam estratégias capazes de dialogar com as diferentes experiências das adolescências e promover ambientes acolhedores, democráticos e comprometidos com a equidade.

“O desafio de garantir qualidade nos anos finais do Ensino Fundamental passa por reconhecer que as escolas não podem ser avaliadas apenas pelos resultados de provas. É preciso ouvir estudantes, educadores, famílias e comunidades para compreender os desafios de cada território e construir respostas coletivas. Essa publicação nasce para fortalecer esse processo e contribuir para que as escolas desenvolvam ações capazes de assegurar o direito à educação de todos os adolescentes”, afirma Edneia Gonçalves, coordenadora da Ação Educativa.

O lançamento da publicação será marcado por um seminário promovido pela Ação Educativa, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Educação para Todos (SETA), no dia 3 de julho, das 14h às 16h, com transmissão ao vivo pelo canal do MEC e pelo YouTube da Ação Educativa, além de interpretação em Libras.

A roda de conversa será mediada por Edneia Gonçalves e reunirá Luciana Ribeiro, da ActionAid; Tatiana Cosentino, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Ana Lúcia Silva Souza, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), responsáveis pela elaboração da publicação, além de representantes do MEC e do SETA. O debate abordará os desafios das adolescências nos anos finais do Ensino Fundamental e o papel da autoavaliação participativa na construção de políticas públicas comprometidas com a qualidade da educação.

(Assessoria de Imprensa)

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