As raízes invisíveis da confiança


O Instituto Oyá e a SOMAS abriram inscrições para o Autonom.IA, programa gratuito de formação em inteligência artificial destinado a jovens da Região Metropolitana de São Paulo.
Nesta primeira etapa, serão selecionados 30 estudantes com idade entre 14 e 18 anos, matriculados na rede pública de ensino ou bolsistas integrais de escolas particulares. As inscrições podem ser feitas até 27 de setembro pelo site do programa.
A formação abordará o uso ético, crítico e produtivo da inteligência artificial. Entre os conteúdos estão segurança e governança de dados, identificação de vieses algorítmicos, criação de comandos para ferramentas de IA e aplicação da tecnologia na resolução de problemas.
Ao final da jornada, os participantes desenvolverão projetos autorais com propostas para enfrentar desafios socioambientais identificados nas próprias comunidades.
“A assimetria no acesso às tecnologias é uma das faces mais perversas da desigualdade moderna. O Autonom.IA não propõe apenas um letramento digital passivo. Estamos descentralizando o poder de criação tecnológica”, afirma Kamila Camilo, diretora-executiva do Instituto Oyá.
Segundo Kamila, a iniciativa busca preparar os jovens para utilizar a inteligência artificial na criação de respostas ligadas às necessidades de seus territórios, especialmente diante dos desafios climáticos e das transformações econômicas.
O programa terá formato híbrido, com dois encontros presenciais — um na abertura e outro no encerramento — e quatro módulos virtuais ao vivo conduzidos por especialistas.
Os estudantes selecionados receberão material didático, suporte por meio de um canal digital e uma licença individual de ferramenta de inteligência artificial durante o programa. O acesso será subsidiado por seis meses e poderá incluir plataformas como Google Gemini Pro e Claude.
Para acompanhar as atividades virtuais e desenvolver os projetos, os participantes precisarão ter acesso a notebook ou tablet próprio.
“Nossa missão é instrumentalizar a juventude com o rigor do pensamento crítico aplicado à tecnologia”, afirma Camila Achutti, conselheira do Instituto Oyá e cofundadora da SOMAS.
De acordo com Camila, a formação combina conhecimentos técnicos, ética de dados e uma metodologia baseada na pedagogia da autonomia para que os participantes possam analisar problemas e desenvolver soluções tecnológicas.
Para concorrer a uma das vagas, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:
O processo seletivo considerará critérios socioeconômicos e buscará garantir diversidade de gênero, étnico-racial e territorial entre os participantes.
A aula inaugural será realizada presencialmente no dia 17 de outubro, na 42 São Paulo, localizada na Rua Aspicuelta, 422, Vila Madalena. A organização prevê expandir o programa para o Rio de Janeiro ainda em 2026.
As inscrições gratuitas permanecem abertas até 27 de setembro e estão disponíveis aqui.
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