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Fundada em 2020, a ONG Zoé nasceu com a missão de levar saúde a comunidades remotas da Amazônia, onde o acesso a atendimento médico é escasso ou inexistente. A organização surgiu da experiência acumulada pelos médicos envolvidos no projeto “Quem Procura Cura”, que entre 2014 e 2017 realizou rastreamento de câncer do aparelho digestivo nas margens do Rio Tapajós.
O nome da organização homenageia a população indígena Zo’é, que habita a região entre os rios Cumunapanema e Erepecuru, no Pará. Em sua língua, “Zo’é” significa “nós”, refletindo o espírito de coletividade e cuidado que orienta as ações da ONG. Desde o início, a Zoé enfrentou desafios significativos, como a pandemia de COVID-19, que marcou o início de suas operações. No entanto, com o esforço de uma equipe multidisciplinar formada por médicos, gestores e voluntários, a ONG estruturou-se e começou a realizar expedições médicas para atender populações ribeirinhas e indígenas.
As expedições são uma das principais frentes de atuação da instituição. Durante essas missões, os profissionais de saúde oferecem consultas, exames e cirurgias em áreas de difícil acesso. Para ampliar o alcance e melhorar o acompanhamento médico das comunidades, a Zoé também está investindo em soluções de telemedicina e na inauguração de um centro cirúrgico em Belterra, município estratégico na região.

Segundo Plínio Averbach, Fundador da ONG Zoé, a logística é um dos grandes desafios. “Hoje já temos um centro cirúrgico organizado na cidade de Belterra e parceiros que nos ajudam a chegar em diversas localizações de barcos e aviões, o que deixa todo o processo mais fácil. Dito isso, 70% dos custos totais de uma expedição são os custos de deslocamento, e esse sim é uma enorme dificuldade”. Além do transporte de profissionais, cada expedição envolve o envio de aproximadamente meia tonelada de equipamentos cirúrgicos, o que torna indispensável o apoio logístico de empresas e doadores.
Os serviços médicos oferecidos incluem atendimentos em clínica geral, pediatria, ginecologia, odontologia, oftalmologia, dermatologia, cirurgia geral e exames como endoscopia, colonoscopia e ultrassonografia. A saúde mental também é uma prioridade, com acompanhamento psicológico presencial e psiquiátrico por meio da telemedicina. “Disponibilizamos esse suporte porque entendemos que o bem-estar emocional é fundamental para essas comunidades, que muitas vezes enfrentam isolamento e adversidades”, destaca Andréia Laplana, Coordenadora Executiva da organização.

Para garantir a qualidade do atendimento, cada expedição é liderada por um profissional experiente, responsável por selecionar a equipe e organizar os procedimentos. A organização conta com o apoio de mais de 70 empresas que doam equipamentos e insumos, possibilitando a realização de procedimentos de alta tecnologia mesmo em locais remotos. Além disso, a Zoé promove a capacitação de profissionais locais, como enfermeiros e agentes comunitários de saúde, e oferece cursos de primeiros socorros para moradores de áreas isoladas. “Começamos também a capacitar não só os profissionais de saúde, mas as comunidades que estão afastadas e precisam desse atendimento inicial para conseguir chegar ao ponto de atendimento mais próximo”, explica o fundador da ONG.
A ONG Zoé busca manter a transparência de suas atividades e já conquistou reconhecimentos importantes, como o Selo Doar, que certifica sua governança e gestão responsável. A organização também foi finalista do .ORG Impact Awards e é auditada pela consultoria internacional Grant Thornton. “Existem muitas ONGs que atuam na Amazônia. Segundo o Índice Zoé, estima-se que cerca de 77.589 ONGs estejam ativas na região em causas sociais e ambientais”, comenta Plínio Averbach. “Esse alto número pode gerar questionamentos sobre a idoneidade e a transparência dessas instituições. No entanto, reconhecimentos como o Prêmio Teva e a auditoria independente reforçam nosso compromisso com a eficiência e a gestão responsável”, finaliza Andréia Laplana.
Para continuar suas ações e expandir o alcance na Amazônia, a ONG depende de doações, que podem ser feitas pelo site www.ongzoe.org/doar. As contribuições ajudam a financiar expedições, garantir o transporte de equipamentos e capacitar as equipes locais.
(Redação Nota Social)
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