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Julho é o mês de luta contra as hepatites virais, um problema de saúde global que mata 1,3 milhão de pessoas por ano em todo o mundo. No Brasil, a campanha Julho Amarelo alerta para a necessidade de conscientização, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, que pode ser silenciosa e, se não tratada, causar cirrose e câncer hepático. A Gestos reforça a importância da testagem para as hepatites B e C, consideradas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A organização oferece o serviço sem custos para jovens entre 18 e 29 anos, de segunda a sexta. Basta agendar através dos telefones (81) 3421-7670 ou (81) 99902-0064 (WhatsApp). A Gestos fica na Rua dos Médicis, 68, no bairro da Boa Vista, área central do Recife.
TESTAGEM NA GESTOS
Com atendimento humanizado, sigiloso e livre de qualquer forma de estigma e discriminação, a Gestos oferece a testagem gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C com acompanhamento da enfermagem, no Espaço Saúde e Sexualidade, que também disponibiliza atendimento psicológico e aconselhamento especializado para jovens entre 18 e 29 anos.
Muitas vezes as infecções causadas pelos vírus da hepatite são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas, o que retarda o diagnóstico e permite que a doença evolua para sua forma crônica. Por isso a importância do diagnóstico precoce. “Com a testagem, consegue-se detectar o vírus e tomar os cuidados necessários para se viver bem”, diz Jô Meneses, coordenadora de Programas e Projetos Institucionais da Gestos.
Além do teste, a ONG oferece orientações sobre a doença, encaminhamento dos pacientes para os serviços de saúde em caso de resultado positivo e monitoramento. Jô alerta que, por ser um vírus resistente, além das relações sexuais com proteção, é preciso ter cuidado com objetos perfurocortantes, como tesouras e alicates de unhas. “O ideal é que quem faz as unhas tenha seus próprios instrumentos”, indica. Ela também lembra a importância de se vacinar para a hepatite B nos postos de saúde.
SOBRE AS DOENÇAS
As hepatites virais, sobretudo a B e a C, representam um desafio mundial comparável ao enfrentamento ao HIV/Aids, à tuberculose ou à malária. No Brasil, a hepatite C tem a maior letalidade, com taxa de incidência de 6,6 a cada 100 mil habitantes, seguida da hepatite B, que tem taxa de incidência de 4,3/100 mil habitantes, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, de 2022.
Entre 2000 a 2022, foram diagnosticados 750.651 casos de hepatites virais no país. Destes, 169.094 (22,5%) foram referentes a casos de hepatite A; 276.646 (36,9%) de hepatite B; 298.738 (39,8%) de hepatite C; 4.393 (0,6%) de hepatite D; e 1.780 (0,2%) de hepatite E. Entre 2000 e 2021, o Brasil somou 85.486 óbitos pela doença. Como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3: Saúde e Bem-estar), a estratégia proposta pelas Nações Unidas é eliminar a doença como problema de saúde pública e, através de ações coordenadas, reduzir, até 2030, a incidência das hepatites B e C em 90% e a mortalidade de ambas em 65%, considerando o ano de 2015 como referência.
Fonte: Gestos
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