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Em três dias, delegações das 20 maiores economias do mundo irão se reunir no Rio de Janeiro para debater o combate à fome, à pobreza e às desigualdades em reuniões de dois grupos do G20. O UNICEF alerta que, para superar os desafios nestes temas, é preciso ter um olhar dedicado às crianças e aos adolescentes – afinal, são elas as mais impactadas pela privação de direitos básicos, como renda digna ou o acesso à água e ao saneamento. Por isso, chegou a hora de os países do G20 assumirem um compromisso de priorizar serviços voltados a elas em todas as suas políticas e investimentos.
Os encontros se iniciam na próxima segunda-feira (22), com a Reunião Ministerial do Grupo de Desenvolvimento do G20, que debate temas ligados ao enfrentamento de desigualdades, a promoção de serviços básicos, como acesso a água e saneamento, e a cooperação trilateral em prol dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Já na quarta-feira (24), acontece a reunião da Força-tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com foco na disseminação de boas práticas voltadas ao combate à fome e à pobreza em todo o mundo.
“O UNICEF parabeniza a liderança do Brasil e os esforços dos países do G20, que reconheceram, nos rascunhos da declaração destes grupos, que crianças e adolescentes são desproporcionalmente impactados pela pobreza e pela má nutrição, em comparação com adultos”, afirma Natalia Winder-Rossi, diretora global de Proteção Social e Política Social no UNICEF. “Agora, é hora de que isto vire um compromisso aceito pelos líderes de Estado dos países do G20, e possa gerar ações concretas. Afinal, combater hoje a pobreza infantil, a má nutrição e as desigualdades é crucial para o futuro destas nações”, completa.
O UNICEF estará presente em ambas as reuniões, com a participação da diretora global Natalia Winder-Rossi, da Representante Adjunta interina do UNICEF no Brasil, Denise Stuckenbruck e das chefes de Saúde e Nutrição e de Política Social do UNICEF no Brasil, Luciana Phebo e Liliana Chopitea.
Impacto desproporcional
A atuação do UNICEF nos grupos tem evidenciado o impacto desproporcional que a pobreza, a fome, a má nutrição e a desigualdade têm sobre a vida de crianças e adolescentes. Globalmente, elas são duas vezes mais propensas a viver em extrema pobreza do que adultos, segundo relatório do UNICEF e do Banco Mundial lançado em 2020. “Não poderia ser mais urgente acelerar nossos esforços para acabar com a pobreza, a fome e a má nutrição, além de garantir o acesso a direitos como o acesso a água e saneamento”, alerta Natalia Winder-Rossi. “Isso está, sim, ao nosso alcance. E o mundo já sabe quais são as políticas que funcionam para combater a fome e a pobreza, seja a partir das experiências de diversos países no mundo ou da grande quantidade de evidências sobre o tema”, diz.
O cenário é semelhante no Brasil, onde, em 2022, mais de 60% de todas as meninas e meninos viviam privados de algum direito essencial, como moradia, água e saneamento, renda digna ou educação, na chamada pobreza multidimensional. “Por isso reiteramos a necessidade de políticas eficientes, com orçamento dedicado, para enfrentar esse cenário e garantir que essa e as próximas gerações viverão livres da fome, da pobreza e das desigualdades”, explica Liliana Chopitea, chefe de Política Social do UNICEF no Brasil.
Uma das políticas que o UNICEF defende para esse fim é a expansão progressiva da cobertura da proteção social, alcançando crianças desde seus anos iniciais de vida, e sua integração aos demais serviços públicos, como saúde, educação e outros. O UNICEF também pede que governantes invistam para garantir o direito humano à água, ao saneamento e à higiene em suas comunidades, alocando recursos para atender os mais vulneráveis primeiro – como é o caso de crianças e adolescentes. Outro pedido às delegações é pela adoção de políticas de combate à fome que considerem também o combate à desnutrição e à obesidade, limitando o acesso a alimentos não-saudáveis, incentivando sistemas alimentares que produzem e facilitam o acesso a comida de qualidade e considerando, sempre, a nutrição materna e infantil, inclusive a amamentação.
Contribuição do UNICEF
No Brasil, o UNICEF tem como uma de suas prioridades o combate à pobreza que afeta meninas e meninos, em suas múltiplas dimensões. Além da falta de renda, a privação de direitos como educação, acesso à água, alimentação saudável, moradia e outros também vulnerabilizam crianças e adolescentes. Por isso, é essencial que a pobreza multidimensional seja monitorada pelas autoridades e que políticas públicas priorizem as crianças e as famílias mais impactadas por ela.
Para contribuir para esse objetivo, o UNICEF atua apoiando o poder público a desenvolver políticas efetivas para combater a pobreza infantil multidimensional, em especial a partir do incentivo a políticas de proteção social; além de monitorar e atuar para um maior impacto do orçamento público na vida de crianças e adolescentes.
Fonte: UNICEF
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