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A escolha do local não foi à toa. Fundada há mais de 30 anos pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a Ação da Cidadania é referência internacional na atuação pelo direito à alimentação. “Os principais temas estabelecidos pelo governo brasileiro no G20 são o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, que são também os pilares que a Ação da Cidadania, inspirada por Betinho, segue lutando há décadas”, explicou Daniel Souza, presidente do Conselho da ONG e filho do sociólogo Betinho.
Para Daniel Souza, uma sociedade mais justa e igualitária se constrói no coletivo, com políticas públicas duradouras e eficientes contra a fome e em defesa da cidadania. “Ter a nossa sede como espaço de debates sobre as principais questões econômicas e diplomáticas que giram em torno da governança global muito nos inspira”, disse. “As futuras gerações vão nos perguntar como deixamos a fome chegar a esse ponto em um mundo que produz comida suficiente para todos. A nossa resposta precisa começar agora”, completou.
No último dia 28 de junho, após um amplo processo de diálogo e construção conjunta, a Força-Tarefa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, integrada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Fazenda (MF), concluiu, em nível técnico, todos os documentos que fundamentam a iniciativa.
Para chegar a esse patamar, a Força-Tarefa teve diversas reuniões ao longo do ano. O último encontro presencial foi em maio, em Teresina. Por lá, foram estabelecidos, em consenso entre mais de 50 delegações internacionais — incluindo países do G20, países convidados, e organizações internacionais —, os Termos de Referência e Marco de Governança da Aliança, os critérios para a composição da cesta de políticas públicas a ser apoiada pela Aliança e o modelo para as Declarações de Compromisso, que todo membro da Aliança precisará firmar. A declaração política para a Ministerial de julho, com alguns pontos remanescentes, foi concluída com base nas contribuições recebidas em Teresina e em consultas virtuais.
O MDS e a Ação da Cidadania trabalham juntos em prol do desenvolvimento social. Em abril, foi firmada uma parceria para expandir a inclusão social e o combate à pobreza. O intuito é incluir lideranças que integram a Ação no mapeamento da população mais vulnerável dos territórios em que atuam, orientando sobre seus direitos e sobre o acesso a benefícios sociais.
Para auxiliar no atendimento a esse público, a Ação da Cidadania desenvolveu um bot que permite saber, em poucos minutos, a que programas sociais cada cidadão é elegível. O passo seguinte é o encaminhamento ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e o cadastramento.
Durante o evento, integrantes do G20 e convidados poderão conhecer a estrutura física e logística da Ação da Cidadania, que mantém em sua sede nacional uma gestão que contribui para a segurança e a soberania alimentar, o combate ao desperdício e a distribuição de alimentos. Por lá, poderão ver de perto e na prática como funcionam políticas públicas brasileiras contra a insegurança alimentar.
O local conta com uma Cozinha Solidária, que prepara e distribui – diariamente – 1000 refeições prontas para consumo de pessoas em vulnerabilidade social; uma área de Agroecologia, com hortas urbanas e áreas verdes para atender comunidades locais; e o Banco de Alimentos que, por meio do incentivo do poder público, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, atua na captação, recebimento e entrega de alimentos e insumos.
A instituição também inclui uma rede de 3 mil voluntários que atuam em todo o país no combate à insegurança alimentar. “De 2017 para cá, a Ação da Cidadania distribuiu mais de 20 mil toneladas de alimentos enquanto o país atravessava outra escalada da fome, chegando a 33 milhões de famintos. A gente percebe, com o compromisso do atual governo, que somente através de decisões e vontades políticas é possível acabar com a miséria”, explica Daniel.
A ideia de formar a Aliança é uma iniciativa do presidente Lula, que foi inicialmente proposta quando o Brasil participou da Cúpula do G20 em Nova Delhi, na Índia, no ano passado, e está sendo trabalhada durante a atual presidência brasileira do grupo.
Aberta a todos os países, busca coordenar ações e parcerias técnicas e financeiras para apoiar a implementação de programas nacionais nos países que aderirem à proposta, escolhidos a partir de uma cesta de experiências exitosas em políticas de combate à fome e à pobreza.
(Assessoria de Imprensa)
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