Abate de jumentos ganha audiência pública no Congresso na próxima quinta


Casos recentes de agressões envolvendo agentes públicos e mulheres negras voltaram a ganhar repercussão e colocaram novamente em debate a atuação das forças de segurança no país. Para a CRIOLA, os episódios seguem um padrão já denunciado por organizações da sociedade civil.
Entre as ocorrências deste mês está a abordagem de uma mulher negra por guardas municipais em Osasco, registrada em vídeo, e o caso de uma trabalhadora doméstica imobilizada e algemada por policiais militares em São Paulo após cobrar o pagamento de diárias. A ação aconteceu diante da filha da vítima, de 7 anos, o que ampliou a repercussão.
A CRIOLA afirma que situações como essas não são pontuais. “Não estamos diante de casos isolados, mas da expressão de um padrão histórico de violência institucional”, diz a coordenadora-geral da organização, Lúcia Xavier.
Relatório da organização aponta que a violência praticada por agentes do Estado contra mulheres negras não se restringe à agressão física. Inclui também constrangimentos, humilhações e outras formas de violação. Segundo o documento, esse tipo de abordagem reflete a combinação entre racismo e desigualdade de gênero.
Os números ajudam a dimensionar o cenário. Entre 2013 e 2021, mais de 43 mil pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais no Brasil, sendo a maioria negra. Embora os homens concentrem os casos letais, mulheres negras também aparecem entre as vítimas, muitas vezes em situações que envolvem diferentes tipos de violência.
Outro ponto destacado é a baixa responsabilização. Parte dos casos não avança em investigação ou punição, especialmente quando não há grande visibilidade. Para a organização, essa dinâmica contribui para a repetição das ocorrências.
Diante desse quadro, a CRIOLA defende mudanças na forma de controle das atividades policiais, maior transparência de dados e políticas públicas voltadas à proteção de mulheres negras. A avaliação é de que o enfrentamento passa por reconhecer o problema como estrutural.
(Redação ONG News)
Abate de jumentos ganha audiência pública no Congresso na próxima quinta
We Give Summit 2026 abre inscrições para evento sobre doação coletiva
CUFA lança programa gratuito de cuidado emocional
CUFA lança programa nacional gratuito de cuidado emocional

11 3251-4482
redacao@ongnews.com.br
Rua Manoel da Nóbrega, 354 – cj.32
Bela Vista | São Paulo–SP | CEP 04001-001