Encontro da ABCR em Salvador debate captação com recursos livres


O Pacto Global da ONU – Rede Brasil e o Alto Comissariado das Nações Unidas pelos Direitos Humanos (ACNUDH), em parceria técnica com o Centro de Direitos Humanos e Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV CeDHE), lançaram ontem, terça-feira, 23 de abril, em Brasília, a ferramenta BHR GAP ANALYSIS TOOL, que vai permitir às empresas obterem autodiagnóstico em direitos humanos em questão de minutos, indicando caminhos e próximos passos a serem adotados. Além de um objetivo pedagógico, com questionários e jornadas específicas indicadas para grandes, médias e pequenas empresas, a ferramenta também cumpre o propósito de coleta de dados para pesquisa sobre a situação das temáticas de direitos humanos no setor empresarial no país.
O evento teve a presença de lideranças de empresas, da sociedade civil e do Procurador Geral do Trabalho, José Lima, para assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério Público do Trabalho para formalização da parceria do Pacto Global com o Ministério Público do Trabalho.
“Esta é, certamente, a ação mais relevante dentro da Aliança pelos Direitos Humanos e Empresas (ADHE) desde a sua criação, em outubro do ano passado, pelo ineditismo e pelos diagnósticos que serão disponibilizados a partir dela. A ferramenta vai trazer resultados práticos desde a sua implantação, direcionando as empresas em suas ações. E a médio e longo prazos, teremos dados importantes para os setores privado e público, com o mapeamento da situação dos direitos humanos nas empresas por região do país, pelo tamanho das companhias e por setor, por exemplo. Esses dados também poderão ser cruzados com os bancos de dados do governo e trazer informações valiosas para ações efetivas por garantias em direitos humanos e para o progresso do setor privado nesse quesito”, explica Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
A BHR Gap Analysis está alinhada aos padrões internacionais do Sistema ONU e de organismos multilaterais sobre o tema de Direitos Humanos e Empresas, como os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, a Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social da OIT e as Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais sobre Conduta Empresarial Responsável. A ferramenta estará disponível para todas as empresas interessadas, mesmo as que não fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a partir da data de hoje. Ela fornece, de maneira automatizada, a partir de um autodiagnóstico, aplicado por meio de questionário estruturado, a indicação de caminhos e próximos passos a serem adotados pela empresa visando aprimorar o seu respeito aos direitos humanos. Todos os questionários são anonimizados e os dados são analisados de forma agregada e sem identificação das empresas .
O potencial da ferramenta é apontar caminhos para que empresas possam efetivamente realizar a sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos, com orientações práticas sobre ações e processos a serem adotados como forma de assegurar uma ação preventiva também em relação à cadeia de fornecimento e ao entorno de operações. “É muito importante que empresas deem esses passos, considerando que os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos foram aprovados há mais de dez anos e muitas pesquisas, como a que é realizada pelo The Corporate Human Rights Benchmark (CHRB) com empresas em setores considerados de risco, apontam que apesar de muitas empresas já terem adotado uma política de direitos humanos, a maioria não realiza a devida diligência em direitos humanos, considerada essencial para avaliar e tratar dos riscos dos negócios nos direitos humanos”, explica Flávia Scabin, coordenadora do FGV CeDHE.
No Brasil, segundo a análise mais recente da Trilha de Direitos Humanos do Pacto Global da ONU, realizada em 2022, 90% dos respondentes informaram possuir compromisso com direitos humanos, contudo, somente 26% afirmaram ter uma política específica para direitos humanos. Sendo assim, a pressão regulatória se torna cada vez mais essencial na incorporação de práticas sobre o respeito aos direitos humanos pelas empresas, assim como a devida responsabilização em casos de violações, como questões referentes à igualdade salarial, de gênero, proibição do trabalho escravo, direito à privacidade, e fazem parte de quase todas os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU.
Para o ACNUDH, é muito importante que as empresas realizem a sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos. “Ainda são muitos os casos e as notícias no país de desastres envolvendo empresas, de apreensão de trabalhadores em condição análoga à de escravo associada a cadeias de negócios globais, de discriminação e racismo. A ferramenta pode reverter esse cenários mostrando caminhos sobre como a empresa deve realizar a avaliação de impacto em direitos humanos, envolvendo a alta gestão e considerando a participação dos diferentes atores envolvidos, especialmente das pessoas e dos grupos que podem ser impactados pelo negócio”, conforme explica Angela Pires Terto, Assessora de Direitos Humanos do ACNUDH.
“A ferramenta produz análises em dois estágios. A primeira parte, totalmente automatizada, é quantitativa, o primeiro direcionamento em direitos humanos. Já a segunda parte, a de resultados agregados, que sairá em cerca de seis meses, tem um componente de inteligência artificial, que agiliza o processo, mas traz a análise humana também, garantindo a segurança das informações que serão transmitidas às empresas, de forma individualizada”, explica Tayná Leite, gerente executiva de Direitos Humanos e Trabalho do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
A BHR GAP ANALYSIS TOOL faz parte da Aliança pelos Direitos Humanos e Empresas (ADHE), iniciativa lançada em outubro do ano passado pelo Pacto Global em conjunto com o projeto de Conduta Empresarial Responsável na América Latina e Caribe (CERALC), financiado pela União Europeia e implementado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A ferramenta já está disponível para as empresas interessadas no endereço adhe܂org܂br .
Sobre o Pacto Global da ONU
Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas responsáveis. Com mais de 21 mil participantes distribuídos em 65 redes locais, reúne 18 mil empresas e 3.800 organizações não-empresariais baseadas em 101 países, sendo a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com abrangência e engajamento em 162 países. Para mais informações, siga @globalcompact nas mídias sociais e visite nosso website unglobalcompact܂org .
Sobre o Pacto Global da ONU – Rede Brasil
O Pacto Global da ONU no Brasil foi criado em 2003, e hoje é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 1.900 participantes. Os mais de 50 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água e Saneamento, Alimentos e Agricultura, Energia e Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalbr nas mídias sociais e visite nosso website www܂pactoglobal܂org܂br
Sobre o Projeto CERALC
O Projeto de Conduta Empresarial Responsável na América Latina e no Caribe (CERALC), financiado pela União Européia (UE) e implementado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), busca promover o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo na UE e na América Latina e Caribe, apoiando práticas de conduta empresarial responsável, em consonância com os instrumentos das organizações internacionais da OIT, o ONU e OCDE. Para mais informações, siga visite nossos websites: OIT (www܂ilo܂org/americas) – ACNUDH (empresasyderechoshumanos܂org) – OCDE (mneguidelines܂oecd܂org/rbclac܂htm).
(Assessoria de Imprensa)
Encontro da ABCR em Salvador debate captação com recursos livres
ONG intensifica ações contra trabalho infantil no carnaval
Mentoria fortalece gestão de ONGs da Grande SP
Campanha “Não é não!” conscientiza população sobre assédio no carnaval

11 3251-4482
redacao@ongnews.com.br
Rua Manoel da Nóbrega, 354 – cj.32
Bela Vista | São Paulo–SP | CEP 04001-001